Nada é tão democrático e socialmente inclusivo, como o financiamento estudantil – hoje Fies (antigo CREDUC – criado em 1975), que permite o acesso de nossos jovens às universidades. Fui beneficiário do programa nacional, já em 1975 com o nome de crédito educativo e assim me formei (UEL 1979) e logo me engajei profissionalmente. Entretanto, é triste saber pela mídia, dos seguidos escândalos envolvendo fortes grupos educacionais, governos corruptos e estudantes inadimplentes - beneficiários do programa. Saber que faço parte dos míseros 16% que quitaram e em dia os seus débitos, pois a ideia era formar uma corrente continuada: empréstimo/captação, em sistema sustentável de capitalização, que poderia logo se desvincular do governo e migrar para inciativa privada via sistema financeiro e abrigar os alunos carentes. A ideia era democrática e sustentável, mas foram décadas, e tudo continua como antes, retrato do Brasil “pátria educadora”, que usou o sistema para angariar alunos pobres, inflar o ensino superior, cooptar em corrupção e deixar a conta para todos.

Erico Tomasetti – engenheiro civil e consultor (Londrina)

Corruptor x corrupção

O corruptor está para o corrupto assim com o receptador está para o ladrão. Seja um ou seja outro, suas ações cortam a carne e sangram a alma de suas vitimas, causando-lhe intenso sofrimento. Notadamente, os corruptos que via de regra surrupiam o dinheiro público provocando ruína e tirando o sonho e esperanças da população. Duas ações legais seriam suficientes para banir de vez tais delitos a saber: a) Confisco de bens de ambos (corruptor e corrupto), feito sumariamente, para ressarcimento do erário; b) Tratando-se de receptador comerciante (o que é mais comum), cassação do alvará do seu estabelecimento. Os legisladores, incumbidos da elaboração das leis, enclausurados em seus luxuosos gabinetes, estão por vezes alheios à dinâmica da realidade em que passa diuturnamente a população brasileira, talvez por isso ainda não se deram conta de tamanha e indispensável necessidade.

Antonio Francisco da Sila - advogado (Ibiporã)

mockup