Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem, em conversa com o governador do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves (PMDB), que ‘‘achou muita graça’’ das especulações sobre o suposto envolvimento do governo na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de vincular as coligações partidárias nos Estados às alianças nacionais. Segundo Alves, que esteve no Palácio da Alvorada, o presidente afirmou não ter nenhuma ligação com a decisão do TSE. ‘‘O presidente achou muita graça, porque há especulações de que o governo teria se envolvido nisso (a aprovação da resolução), quando na verdade não existe nada disso’’, afirmou Alves.
O governador deixou o palácio com um discurso sem críticas à chamada verticalização das alianças. Candidato a senador, ele está no segundo mandato no governo do Rio Grande do Norte, numa coligação que reúne o PMDB, o PSDB e o PPB. ‘‘Se o PMDB se coligar, a nível nacional, com o PSDB, não teremos problemas’’, disse o governador, que apóia a candidatura do deputado Henrique Alves (PMDB-RN) à sua sucessão.
O líder do PSDB no Senado, Geraldo Melo (RN), também participou do encontro. Segundo ele, Fernando Henrique reafirmou que não há condições de apontar quem se beneficia ou é prejudicado pela decisão. ‘‘Há uma certa expectativa, uma certa apreensão: a esta altura, ninguém sabe como tudo vai ficar’’, afirmou Garibaldi Alves. Melo informou que o PSDB está fazendo levantamento nos Estados para verificar o impacto da medida. Para o senador, os partidos devem tratar de adaptar-se à novidade, em vez de questioná-la na Justiça ou via emenda constitucional.
Melo, o governador e outros parlamentares do Rio Grande Norte encontraram-se com Fernando Henrique para tratar da indústria do camarão no Estado, que enfrenta problemas com a fiscalização do Ibama.

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