São Paulo O presidente Fernando Henrique Cardoso está na África do Sul, onde participa na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, que teve início no último dia 26. Ele desembarcou ontem na Base Aérea de Pretória às 10h40 (5h40 horário de Brasília) e seguiu direto para o hotel. FHC retorna ao Brasil amanhã.
O presidente participa hoje, da cerimônia de boas vindas aos chefes de Estado que comparecem à Rio+10. Às 11 horas, terá encontro com o chanceler da Alemanha, Gerhard Schroeder. O presidente fará discurso no plenário principal da Cúpula Mundial.
FHC ainda visitará o pavilhão do Brasil no Centro de Exposições de Ubuntu, local montado para discussões paralelas da Rio+10, onde lança a revista ''Geo'', especializada no tema meio ambiente. A partir das 17 horas, o presidente terá encontros privados com uma série de líderes e autoridades internacionais.
Fernando Henrique participará à noite de banquete oferecido pelo presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, aos chefes de Estado e de Governo que participam da Cúpula Mundial. Os ministros Celso Lafer, Ronaldo Sardenberg, José Carlos Carvalho e Luciano Barbosa além dos presidentes do Senado, Ramez Tebet (PMDB), e da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB), acompanham FHC.
O Brasil negociava anteontem a inclusão, no Plano de Implementação da Agenda 21, de alguma menção a metas para o uso de fontes renováveis de energia. E se mostrava disposto a oferecer, como moeda de troca, e para a fúria dos ambientalistas, a aceitação da promoção da energia nuclear, como forma limpa de energia. A proposta original brasileira, de meta global de 10% até 2010, enfrentou fortes resistências dos países exportadores de petróleo, dos Estados Unidos, do Japão e da União Européia, que propôs meta de 15% até 2010, mas com os países industrializados aumentando sua fatia, hoje de 5,6%, em apenas 2%.
O texto em discussão fala em ''desenvolver energia mais limpa, acessível (em termos de preço) e de boa relação custo-benefício, aperfeiçoar a tecnologia do combustível fóssil e promover a transferência (de todas essas fontes de energia) para os países em desenvolvimento''. Países como o Japão e a França consideram a energia nuclear limpa. Os ambientalistas pressionavam ontem os governos a excluí-la expressamente.

mockup