FHC abre Expotécnica 96 em SP
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domingo, 24 de novembro de 1996
Agência Estado 
SÃO PAULO - O presidente Fernando Henrique Cardoso e o príncipe da Espanha, Don Felipe de Borbón abriram ontem a Expotécnica 96, no Parque Anhembi, em São Paulo, às 10 horas. O presidente Fernando Henrique, durante a cerimônia de inaugração da maior feira do gênero fora da Espanha, fez duas brincadeiras. A primeira delas quando se referiu à parceria na área de aeronáutica entre os dois países, já que a Embraer e a empresa espanhola Gamesa se associaram para a construção do jato regional EMB-145, usado na última viagem do presidente ao exterior em um vôo para Santiago (Chile). Nunca pensei, sua alteza, que eu fosse piloto de prova, brincou o presidente, já que o jato ainda está em testes.
Na segunda brincadeira, ainda durante o discurso, Fernando Henrique disse que encontrou-se com o rei Juan Carlos, pai do príncipe, há pouco tempo e disse: Ele fala um português melhor que o meu, pois foi criado em Portugal.
Durante o discurso Fernando Henrique referiu-se também ao século 17, época da união entre as coroas de Portugal e Espanha. Fernando Henrique lembrou que essa união resultou da invasão holandesa no Brasil. Mas é outra história. Não vamos mexer no passado, disse.
Feira - Quando Fernando Henrique visitava os estandes da exposição, foi perguntado sobre a intenção do prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, de estender um tapete vermelho para recebê-lo. Isto é besteira, afirmou FHC aos jornalistas. O governador Mário Covas também participou, ao lado do presidente, da abertura da Feira de Tecnologia. Vários empresários brasileiros estiveram presentes.
A feira foi montada por representantes de cerca de 400 empresas espanholas dos mais variados setores. Fernando Henrique comentou a presença de máquinas de excelente qualidade e a disposição política dos governos espanhol e brasileiro no evento. Segundo FHC os empresários brasileiros devem reagir, montando uma outra feira na Espanha. Atualmente o comércio entre os dois países equivale a US$ 1,5 bilhão. Com um bom equilíbrio para os dois lados, que cresceu nos últimos dois anos, muito mais em função da abertura comercial brasileira, disse FHC.


