Mais uma tentativa simplista de resolver um problema conjuntural. Agora, o governo resolveu usar dinheiro do FGTS para estimular a economia do país como se fosse possível com as pessoas altamente endividadas. Talvez se R$ 40 bilhões fossem usados para saneamento básico seria mais proveitoso, pois além de gerar empregos diretos e indiretos, seria um alento para os trabalhadores menos qualificados. Com o saneamento básico, se reduziriam as doenças epidemiológicas como as que atacam principalmente as crianças das favelas de todo o país e via saneamento se economizaria com as doenças. O problema de se investir em saneamento é que será uma obra que ficará enterrada e invisível para os eleitores. Desta maneira, optou-se por um baile de gala com os convidados com traje de camisa e paletó e sem calça e pés descalços, pisando o esgoto a céu aberto. E viva os R$ 500. Como dizia a meus alunos: "assim fica difícil vocês ganharem uma estrelinha."

MANOEL JOSÉ RODRIGUES - assistente administrativo - Alvorada do Sul

CPMF

Pelo jeito, a CPMF virou fumaça. É uma pena! É um imposto com arrecadação rápida e sem custo. Não precisa de fiscais, portanto não tem propinas para malandros. Ele é democrático, pois todos pagam: até as igrejas, além de clubes, traficantes, estelionatários... Esse imposto é impopular? Me diga um que não seja!? Ah! Mas ele incide em cascata. E a Cofins e o PIS também incidem em cascata, suas alíquotas são muito maiores, e os economistas nada falam. O mais importante dessa nova CPMF era a substituição da Contribuição Previdenciária Patronal, que é de 20% sobre a folha de salários. Com isso, os produtos e serviços ficariam mais baratos. Tudo indica que Bolsonaro não quer esse imposto já pensando na sua reeleição. Esse imposto é impopular, porque os grandes sonegadores e donos de grandes fortunas puseram na cabeça do povo que esse imposto é maldito. Ele acabou no governo Lula e, nem por isso, a economia melhorou conforme os críticos desse imposto anunciavam.

OSVALDO ALVES DE LIMA – empresário - Londrina

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