Festa entre amigos também é alternativa
A representante de auto-peças Adma Dayane Penha, 18 anos, vai comemorar este ano um Natal bem diferente de Ilma Trindade. Vai ser a segunda vez em que ela passa a noite de 24 para 25 de dezembro sem estar na companhia de alguém da família no ano passado, esteve em Curitiba, com a família do namorado.
Adma diz que este ano deve passar o Natal na companhia dos cinco amigos com quem mora há três meses, em uma casa no conjunto Violin, zona norte de Londrina. Ela não vê os pais desde o início do ano se mudaram para Massachusets, Estados Unidos, a trabalho. Ela tem outros parentes em Londrina, dois irmãos, uma avó, mas não comemorará a data com eles.
''Eram os meus pais que juntavam a família, sem eles aqui não vai ser a mesma coisa. Meus irmãos também não vão estar juntos, cada um vai estar no seu canto. Se eu passasse o Natal na casa da minha avó, com minha irmã de cinco anos, seria triste. A gente só iria ficar relembrando como eram os outros Natais'', explica Adma.
Os Natais passados eram muito diferentes, ela diz. Estão no passado as ceias com mais de trinta pessoas, todas parentes. ''Independente das brigas na família, sempre passávamos os Natais juntos. Mas este ano já passei tantas datas sozinha, Páscoa, Finados, que já não faz tanta diferença. Recebi muitos convites de amigos para a noite de Natal, mas devo ficar em casa. Adoro o pessoal que mora comigo'', diz.
Adma conta que só deve ver os pais no ano que vem. Católica dedicada, ela atribui um sentido particular aos festejos da data arbitrada pela Igreja como o nascimento de Jesus, descrita como a festa da família. ''Vejo o Natal mais como uma festa da fé. Não penso tanto na data, mas como uma ocasião onde se reúne a família. Eu apenas sinto muito que as coisas não sejam mais como antes'', lamenta.





