Festa da posse ainda tem impasses
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domingo, 24 de novembro de 2002
Agência Estado 
Brasília A menos de 40 dias da posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, uma lista de problemas atrapalha o sono dos organizadores oficiais do evento. Parte das dificuldades poderá ser resolvida se eles tiverem acesso à equipe de Lula, o que ainda não ocorreu. Um dos problemas mais difíceis é conciliar a festa popular, anunciada pelo PT, com a tradicional recepção no Itamaraty.
Cerca de 600 funcionários do Senado e diplomatas estão tentando solucionar o impasse. Eles perguntam como os chefes de Estados e outras autoridades conseguirão chegar à recepção se a Esplanada dos Ministérios estiver tomada por milhões de pessoas, como já se fala. Descartar a festa seria uma indelicadeza tão grande que ninguém pensa nisso.
''Os convidados oficiais merecem um tratamento adequado'', alegam os organizadores. Outro problema é a festa de réveillon que o governo do Distrito Federal há alguns anos promove na Esplanada. Além da sujeira que fica no local, há o medo de que algum folião estique a animação até o dia seguinte, entupindo-se de bebida. Bastaria então um descuido da segurança para começar uma confusão.
''Já pensou se alguém jogar uma lata de cerveja num dos cavalos da escolta de Lula?'', pergunta um diplomata. Por isso, está sendo examinada a possibilidade de se pedir ao governador do DF, Joaquim Roriz, que adie a comemoração.
A dificuldade no Senado é a de arrumar tempo para preparar os cerca de dois mil convites para a recepção oficial. Seria fácil se eles fossem impressos, mas, seguindo a tradição do Itamaraty, cada um deles será cuidadosamente manuscrito por calígrafos. Além disso, a maior parte dos convites não pode ser enviada pelos Correios. Eles terão de ser protocolados, um a um, nas embaixadas e órgãos públicos.


