Férias são feitas para descansar, viajar, dormir até tarde e passear muito? Não para centenas de estudantes universitários, que aproveitam o período para se dedicar aos cursos de curta duração e, dessa forma, melhorar o currículo.
Decisão mais do que acertada, na opinião do executivo Giuliano Bortoluci. Segundo ele, saem na frente os alunos que buscam cursos de aperfeiçoamento ou especialização.
''Uma boa opção são os idiomas em imersão, informática, seminários, congressos e cursos em que o aluno sabe que podem ser interessantes para conseguir uma vaga em empresas que deseja trabalhar. São atividades que, por estar ocupado com as aulas regulares, estágios e trabalho, não consegue tempo para fazer normalmente. Isso mostra para um futuro recrutador que o candidato é uma pessoa interessada e esforçada'', afirma.
As universidades oferecem opções nas mais diversas áreas, que duram uma semana e acontecem em julho. Para a pró-reitora de extensão da Unopar, Sonia Maria Mendes França, existem dois pontos importantes para a escolha de um deles.
''Muitos optam por assuntos ligados à área de interesse para trabalhar e outros usam os cursos como apoio para dificuldades encontradas nas aulas regulares. Seja qual for o motivo, eles são um investimento pessoal muito bem visto pelas empresas'', garante.
A estudante de biomedicina Ingrid Mito de Paula, 23 anos, participou de dois cursos nas férias de inverno do ano passado. ''Quis participar porque eram assuntos relacionados com algo que gostaria de trabalhar no futuro e os cursos seriam difíceis de eu fazer em outra oportunidade. Gostei tanto que esse ano vou ajudar minha professora a ministrar um curso e pretendo ser aluna em outro'', comenta.
Mas não são apenas os estudantes que devem procurar esse recurso. Segundo o coordenador de pesquisa e extensão da Unifil, Leandro Henrique Magalhães, a formação continuada é fundamental para quem já está no mercado de trabalho.
''Os cursos são abertos para a comunidade não acadêmica e muitos profissionais procuram neles uma especialização para melhorar a carreira'', diz.
''Com a grande concorrência é fundamental que as pessoas continuem se reciclando e se aprimorando. Saber apenas um idioma estrangeiro e ter formação acadêmica não é suficiente'', completa.
Nas instituições de ensino, são mais de cem cursos diferentes, que vão desde fabricação de queijos a designer de interiores e resíduos orgânicos. Alguns exigem conhecimento prévio, mas vários podem ser feitos por qualquer pessoa: estudantes, trabalhadores e comunidade em geral.

Serviço:
Na Unifil as aulas acontecerão na semana de 13 a 17 de julho e custarão R$ 10. Na Unopar as inscrições também já estão abertas. Os cursos serão ministrados entre 13 e 18 de julho e custam de R$ 10 a R$ 65.

mockup