Feriados, riscos e a necessidade de prevenir
Festas não combinam com imprudência e a prevenção é uma responsabilidade de todos
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terça-feira, 06 de janeiro de 2026
Festas não combinam com imprudência e a prevenção é uma responsabilidade de todos
O período de Natal e Ano Novo é um tempo de reencontros e comemorações, mas também de ocorrências que, infelizmente, marcam negativamente a vida de muitas pessoas. Basta um feriado prolongado, um verão mais intenso ou uma temporada de chuvas para que acidentes de trânsito, afogamentos e incêndios voltem a ocupar espaço nos noticiários, muitas vezes acompanhados da sensação amarga de que poderiam ter sido evitados.
São situações que nos lembram a necessidade de promover de uma maneira ampla e eficiente a cultura da prevenção, que é um conjunto de atitudes que raramente ganham manchetes, mas que salvam vidas todos os dias. O seu mérito é justamente evitar que a tragédia aconteça.
Uma tragédia ocorrida em Londrina no dia 2 de janeiro chamou atenção para um problema que costuma ser bastante frequente no período de verão, que são os afogamentos em piscinas de uso coletivo. Um menino de cinco anos morreu afogado na piscina de uma chácara. A criança, que participava de um churrasco em família, foi encontrada inconsciente em uma das piscinas do local.
Acidentes de carro também marcaram esse período e autoridades de segurança viária alertam que excesso de velocidade e desrespeito às leis, como uso de celular enquanto dirige, figuram entre as principais causas.
Respeitar os limites de velocidade, usar cinto de segurança e não dirigir após consumir álcool são atitudes simples, amplamente conhecidas, mas frequentemente ignoradas. O resultado é um número alto de mortes e feridos graves, com impactos devastadores para famílias e para o sistema de saúde. Não se trata apenas de responsabilidade individual, mas de consciência coletiva.
No caso dos afogamentos, falta de atenção, consumo de álcool, ausência de sinalização e desconhecimento dos riscos transformam momentos de lazer em episódios de dor. Saber nadar, respeitar áreas proibidas e nunca subestimar a força da água são atitudes de uma cultura preventiva que ainda precisa ser fortalecida.
Incêndios também estão nesse triste quadro. Instalações elétricas irregulares, uso inadequado de equipamentos, ausência de manutenção e desconhecimento de procedimentos básicos de segurança são fatores recorrentes.
Em todos esses cenários, há um fator que cumpre um papel decisivo quando se fala em precaução: a informação. E, nesse quesito, os veículos de comunicação, como a Folha de Londrina, vêm desempenhando uma missão essencial. É importante dizer que a cultura da prevenção nasce do acesso a orientações claras e confiáveis. Campanhas educativas, reportagens, ações em escolas e comunidades ajudam a transformar conhecimento em hábito.
Cabe também ao poder público assumir protagonismo nesse processo. É dever do Estado planejar e executar campanhas de prevenção, fiscalizar, sinalizar, investir em educação, informação de qualidade e garantir infraestrutura adequada. Quando o poder público e a sociedade atuam de forma integrada e contínua, os resultados aparecem em vidas preservadas e custos reduzidos.
Obrigado por ler a FOLHA!


Adriana De Cunto
Chefe de Redação da Folha de Londrina.


