Feiracon 2001, uma resposta
O Centro de Exposições e Eventos de Londrina abre suas portas hoje para mostrar a segunda edição da Feira da Construção Civil - Feiracon 2001. Durante cinco dias nossos visitantes terão oportunidade de confirmar o avanço tecnológico do setor da construção civil, principal responsável pela geração e manutenção de postos de trabalho em todo o País.
Vitrine dessa modernização, a Feiracon 2001 será a mostra viva de como nossas empresas estão preparadas, nesta hora em que o crescimento econômico começa a retornar, para dar uma resposta vigorosa aos desafios de superação da paradeira em que nosso País se meteu nas duas últimas décadas. É a principal feira da indústria da construção civil do nosso Estado, iniciando o calendário nacional de eventos no setor e, ao mesmo tempo, abrindo a temporada de lançamento de produtos e serviços neste século que começa com esperanças redobradas.
Como presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná - Sinduscon, quero pedir a todos que nos darão a honra da visita, que olhem os produtos, serviços, tecnologias e equipamentos da Feira com os olhos de quem se preocupa com os nossos problemas maiores, entre os quais o desemprego, geradores de tantos conflitos que hoje nos afligem. Ali naquele pavilhão principal do Centro de Exposições e Eventos, expositores de cinco Estados brasileiros estarão retratando o desejo de construir, além de paredes e tetos, uma nova realidade econômica e social, fundada em melhores oportunidades para todos, em especial para o trabalhador que carece de emprego.
Cada posto de trabalho criado na construção civil tem o efeito incomparável de gerar outros quatro dentro da cadeia produtiva, que começa na extração de produtos primários, passa pela industrialização de componentes, envolve profissionais das mais diversas áreas e só vai terminar depois, bem depois, que o homem se instalou dentro da obra construída. Que melhor remédio para o Brasil atual que um incremento vigoroso na construção? Um remédio de resultados rápidos, que apenas depende de decisões corajosas no sentido de implementar uma nova política para o setor.
A demanda por moradias, aqui e no restante do País, é tão acentuada que já passou da hora de se criar linhas de financiamento com acesso menos complicado, para que comecem a brotar do chão os alicerces edificados de uma era de desenvolvimento sem precedentes. Os enormes benefícios sociais daí advindos deviam inspirar nossos governantes não só a investir mais em algo que dá retorno em espantosa velocidade, como, desde já, a eliminar os entraves
burocráticos que praticamente inviabilizam os programas existentes.
A Feiracon 2001 será, seguramente, uma síntese desse contexto de desafios e respostas, a reafirmação de que os construtores civis desta parte do Brasil estão preparados e em posição de arrancada no ponto de partida dessa maratona que não pode mais ser retardada.
Teremos, em paralelo, a realização do 2º Congresso Paranaense do Ambiente Construído - Copac, com temática voltada para a cidadania - Homem e meio ambiente: os desafios da tecnologia. Será mais um capítulo da interminável busca não só da qualidade e do avanço técnico, mas também do aprimoramento da consciência ética entre os profissionais que constroem, no que respeita ao meio ambiente.
Nosso desejo maior, portanto, é mostrar à população e aos responsáveis pela condução da economia como a construção civil qualificou-se para cumprir o seu papel nesta hora histórica de travessia. Nos momentos mais difíceis, este segmento construtivo nunca se entregou. Agora, o apelo que vai emanar da Feiracon 2001 pode ser facilmente resumido: é hora de ter coragem para avançar!
- CLOVIS SOUZA COELHO é presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná





