Há um erro conceitual na crítica do fechamento do USAID feito pelo Trump pelo qual nutro algumas posições também de desagrado. O USAID criado há 64 anos, foi realmente uma esmola sem demérito nenhum, em muito boa hora na época, pelo país rico para ajudar os pobres dos países de terceiro mundo.

Eu fui uma das crianças que bebeu leite em pó do programa Alimentos para a Paz e Alimentos para o Progresso nas décadas de 1950 e 1960. Isto posto, os programas foram ampliados com vários tipos de ajuda, além dos alimentos, como os projetos de saúde, saneamento e outros mais. Infelizmente, desde que o mundo é mundo o conceito original de ajuda foi totalmente deturpado. Foram sendo criados órgãos nos países receptores para administrar a ajuda e as finalidades foram escabrosas, não vamos aqui entrar em detalhes, basta querer ver. Assim como a ajuda e verbas brasileiras para combate à seca no Nordeste, que mais enriqueceram políticos e propiciaram desvios, sem nunca de fato ter atacado o problema. O USAID se transformou num órgão de canalização política, ideológica, fonte de roubos e desvios de finalidade, enriquecimento ilícito e o que sobrou para de fato a ajuda humanitária foi uma parcela menor dos enormes recursos. ONGs incríveis no Brasil, alinhadas aos nossos lamentáveis políticos, pululam em torno do fatiamento das verbas recebidas.

Entendo que a ajuda precisa ser sim mendigada e distribuída, porém novos moldes de atendimento precisam ser feitos, atualizando o modelo de filantropia internacional. Criticar agora esta ação do Trump estaria até correto, se não for vislumbrada a preocupação humanitária para aqueles que de fato necessitam de ajuda com outro tipo de programa. E são muitos realmente. Mas USAID, esqueçam.

Ao amigo José Pedro Naisser, nosso expoente na defesa da ecologia, a expressão que usou “nunca houve na história dos USA” ao se referir à ação do Trump, parece muito com a expressão usada a toda hora pelo nosso presidente. Isto não é bom, entendo.

Roberto Barbieri, administrador de empresas

Motociclistas do inferno

Moro no Jardim Novo Bandeirantes (Cambé) pertinho da UEL e venho encarecidamente pedir às autoridades que nos socorram. É lícito empinar motos pelas ruas do bairro, bicicletas com motor em mãos de adolescentes, escapamentos de motos sem o silenciador madrugada adentro? As ruas principais que dividem Londrina de Cambé e adjacências, como a Marechal Hermes da Fonseca, Barão do Cerro Azul e Julia Maria da Costa estão tomadas por uma gangue de motoqueiros onde ninguém mais consegue dormir à noite. Sabemos que somente aprisionando essas motos e tendo punição severa teremos nossas vidas com mais sossego de volta. É pedir demais? Por favor, nos socorram.

Reinaldo Santos Gabriel, técnico administrativo

Qualidade dos alimentos

São inúmeros os casos de adulteração de alimentos no Brasil, principalmente aqueles de valor maior, onde aproveitadores inescrupulosos entram em ação. Como aconteceu várias vezes com o azeite de oliva, agora, o café também atinge preços altíssimos, deixando o produto fora de alcance de muitos brasileiros. Esperamos que pelo menos a qualidade permaneça e que os órgãos fiscalizadores cumpram seu papel. E que alguns produtos deixem de ser alcunhados como "tipo exportação", deixando transparecer que os produtos consumidos no mercado interno não precisam de muita qualidade.

José Cezar Vidotti, economista

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