Febre amarela: mais um desafio para o Brasil
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
A febre amarela chegou ao Paraná e nos últimos dias se tornou o foco de atenção de profissionais de saúde e da população em geral. Embora muitos estejam preocupados, o mais importante nesse momento é se informar sobre o problema ao invés de tomar atitudes alarmantes.
Um caso da doença foi confirmado na última terça-feira. É o primeiro registro desde 2015 no Estado. O paciente é um homem de 21 anos, que está internado no Hospital Regional do Litoral e apresenta um quadro moderado e estável. Ele nunca tinha sido vacinado contra a febre amarela.
A Secretaria de Estado da Saúde também confirmou a notificação de outros 29 casos, que estão sob investigação. Algumas medidas foram tomadas imediatamento pelo governo estadual, como o envio de reforço de doses de vacinas contra a febre amarela a todas as 22 regionais Paraná.
Embora o número de notificações esteja alto, a secretaria de Saúde diz que a população não deve se assustar, pois reflete que o trabalho de notificação está sendo feito pela setor de vigilância. Outra ação do governo foi a criação de um centro de operações em emergências em saúde, que vai monitorar a febre amarela e traçar estratégias de enfrentamento da doença.
Em reportagem desta quinta-feira (31), a FOLHA traz informações sobre as formas de transmissão da febre amarela, prevenção e dados sobre a vacinação. Inicialmente, o foco é intensificar a imunização nos municípios do Litoral e da Região Metropolitana de Curitiba.
É importante saber que na forma silvestre, o vetor (mosquito) é o Haemagogus e o Sabethes. Eles são encontrados em áreas silvestres e de mata. Já na febre amarela urbana (último registro em 1942), a doença é transmitida pelo Aedes aegypti e Albopictus. Por isso, a preocupação precisa ser com a prevenção contra o mosquito, não só porque transmite a febre amarela, mas também a dengue, a chikungunya e a zica.
Cuidados já tão conhecidos devem ser redobrados, como não deixar água parada acumulada e tomar alguns cuidados, entre eles, uso de repelente e telas em janelas. E buscar informação em fontes de confiança para que não aconteça no Paraná os episódios de pânico que marcaram a cobertura vacinal contra a febre amarela em São Paulo e Rio de Janeiro há um ano. Horas na fila, desabastecimento do medicamento e muita desinformação. A febre amarela é mais um desafio para a saúde pública brasileira.



