Febraban e BC não têm registro sobre golpes
Curitiba - Nem a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), nem o Banco Central (BC) têm registro sobre os golpes aplicados. O nome do BC, aliás, foi usado há cerca de um mês por golpistas que enviavam um e-mail, afirmando que, por determinação do BC todos os bancos tinham que fazer o recadastramento de seus correntistas. Na mesma mensagem, eles já colocavam os links de diversos bancos existentes, que caíam em páginas falsas. Segundo o superintendente da Delegacia de Estelionato, Fabiano Rodrigo Teixeira Pinto, pelas denúncias apresentadas, dois bancos bastante visados pelos fraudadores são o Banco do Brasil e Itaú.
Segundo o Banco do Brasil, esses tipos de golpe, que coletam dados pessoais, foram criados recentemente. De posse de todos os dados da vítima e, principalmente, de posse de seu CPF, senha, número de conta corrente, um golpista pode, através de ações fraudulentas, realizar movimentações bancárias em seu nome, efetuar a compra de bens e muito mais. O pior é que o internauta só acaba descobrindo que foi vítima de um golpe quando checa saldos e extratos ou descobre que o seu nome está em listas de restrição ao crédito (SPC, Serasa, etc).
Para prevenir os clientes, muitos bancos já decidiram colocar em suas páginas da internet um quadro com dicas sobre segurança para operar neste sistema. O Banco do Brasil, por exemplo, já alerta que não manda e-mails a seus clientes, exceto quando expressamente autorizado por eles.
A maioria dos bancos tem ferramentas para identificar essas páginas falsas. Assim, quando a instituição detecta a irregularidade na internet, ela adota as medidas legais e tecnológicas necessárias para derrubar a página ou para bloqueá-la. Os bancos também costumam comunicar o fato às autoridades policiais para que investiguem a origem dessa ação criminosa.
O BB salienta, ainda, que essas fraudes costumam gerar equívocos e mal-entendidos. Um erro comum é o cliente afirmar que houve ataque ao site do BB. ''Não houve nenhuma invasão ao servidor ou qualquer problema com os sistemas do banco. Comparando-se com o mundo físico, seria como se um fraudador montasse uma loja com a marca e fachada de uma agência do banco, em seguida enviasse uma carta à comunidade (clientes ou não), informando o endereço para onde deveriam dirigir-se para realizar seus negócios'', informa o BB. (M.G.)





