Conclui-se no dia de Cristo Rei, o Ano da Fé. Ter fé em Cristo Rei consiste em permitir que Jesus de Nazaré possa cristificar todas as áreas da nossa personalidade. A ele submetemos nosso pensar, sentir e agir. O primeiro território de Cristo Rei é o nosso corpo, coração e alma.
O reino de Deus que Jesus Cristo trouxe significa o primado de Deus em tudo e o primeiro mandamento é a primeira condição para Deus ser rei dos povos e nações.
Reino não significa prepotência, autoritarismo, ditadura, legalismo. Pelo contrário, o reino de Deus é uma questão de amizade, comunhão, intimidade com Deus, permitindo que ele seja o primeiro, o único, o absoluto, o tudo em nosso ser e existir.
Jesus mostrou a presença do reino de Deus, curando os doentes, incluindo os excluídos, defendendo os pobres, perdoando os pecadores, erguendo os caídos, libertando os oprimidos, corrigindo a política e religião.
Reino de Deus é o primado de Deus e a centralidade do outro como irmão, portanto, reino de amor.
Jesus é salvador e rei de todos os povos e, por isso, ele ordena: "Fazei que todos os povos se tornem discípulos meus" (Mt 28, 19). Os evangelistas mostram Jesus como salvador de todos por meio de sua genealogia desde Adão, Abraão, Davi até Maria e José.
Jesus descendente de Davi é o rei prometido por Deus que vive e ensina a verdade, o bem, a justiça, o amor. Ele é o novo Adão que realiza a nova criação. É o rei da nova criação. Todos os profetas anunciavam a vinda deste reino com o Messias.
O Concílio Vaticano II afirma que Jesus Cristo é a chave, o centro, o fundamento e o fim último de tudo, "ontem, hoje e sempre", conforme a carta aos Hebreus. Ele oferece significado e solução para o mal, a dor, a morte, o futuro.
As esperanças e alegrias, as tristezas e angústias do homem, são também as dos discípulos de Jesus Cristo, rei do universo.
No reino de Cristo Rei os pobres têm voz e vez e as prostitutas, os pecadores, os pagãos, os publicanos, os possessos encontram libertação e salvação.
No reino inaugurado por Jesus de Nazaré, as mulheres, as crianças, os estrangeiros, os doentes, os deprimidos, os enlutados, os solitários são os mais amados, sem exclusão de ninguém.
O presépio, a cruz, o pobre, o sacrário são os tronos de Cristo Rei.
As bem-aventuranças, a oração do Pai-Nosso são a melhor explicação do reino de Cristo.
A festa de Cristo Rei nos impele à missão, à implantação do reino de Deus na sociedade.
O mundo pode ser diferente, esperamos uma nova sociedade que é o reino de Deus iniciado por Jesus e que se consumará na eternidade. Todo progresso humano contribui com a dilatação e crescimento do reino de Deus.
O Ano da Fé que estamos concluindo muito colaborou com a centralidade e a urgência que o reino de Deus tem para o nosso tempo.
Motivou-nos a assumir a nova evangelização, a iniciação cristã, a paróquia: comunidade de comunidades, a animação bíblica de toda a pastoral e o serviço a vida, para que a Igreja seja servidora do reino.

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