Nova York - O FBI (polícia federal americana) interrogará membros da rede terrorista Al Qaeda presos na base de Guantánamo (Cuba) para descobrir se há ligações entre o franco-atirador de Washington e o terrorismo islâmico, informou ontem o jornal ''New York Post''. O jornal cita como fontes funcionários não identificados dos serviços de inteligência dos EUA.
O FBI vai dar aos presos detalhes sobre a forma de agir do misterioso assassino, que já matou nove pessoas em duas semanas e feriu outras duas. Embora as autoridades não esperem respostas dos prisioneiros, acham que estes falarão entre eles sobre o assunto, e poderá surgir alguma pista nessas conversas.
O jornal nova-iorquino diz que o fato de duas testemunhas afirmarem ter visto o franco-atirador na segunda-feira pode indicar que este pretendia que alguém notasse sua presença. Dessa forma, o assassino pode ter querido enviar uma mensagem às autoridades sobre suas raízes árabes.
As duas testemunhas que disseram ter visto o assassino atirar identificaram-no como uma pessoa de pele morena, que pode ser originária do Oriente Médio ou hispano, segundo o jornal. No entanto, a polícia disse ontem que ''não são críveis'' as afirmações das testemunhas sobre os possíveis traços árabes do franco-atirador.
Entre outras possibilidades, os investigadores não descartam que o franco-atirador seja alguém que não pertence a nenhuma organização e que pratica uma ''guerra santa'' pessoal com seus crimes.

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