Fator qualificação aparece na pesquisa
Não foram poucas as vezes que agentes da área de desenvolvimento de recursos humanos (RH) e afins alertaram os setores público e privado para investimentos na qualificação da mão de obra. Além disso, já se ouviu dos próprios empresários reclamações sobre a falta de preparo para determinados níveis de serviços.
Alguém se surpreende com comentários tipo sobram vagas, falta pessoal qualificado para preenchê-las. São raros, mas esses comentários existem. E o nível que se requer não precisa ser, necessariamente, dotado de talento. Nem a tarefa a ser executada tem tanta especificidade e complexidade. Às vezes não pedem nada mais que a graduação, em nível superior; às vezes não mais que ensino médio.
Portanto, qualificação e competência preocupam. E agora quem está falando é o IBGE. Também é oficial, do IBGE, outra informação sobre o fator formação de pessoal. Mais preocupante que a escassa qualificação da mão de obra é a perda de qualidade. Está no levantamento do IBGE, para reflexão dos dirigentes do ensino e sindicatos. A quem se pede menos militância e mais envolvimento com desafios focados no trabalho.
Esse retrocesso na qualidade apontado no estudo do IBGE sugere algo como se estivesse ocorrendo um retrocesso; como se fossem máquinas em processo de obsolescência, para não dizer sucateamento. O IBGE fala também da queda da oferta de emprego, mas isso expõe apenas uma situação de época, sazonal e que se altera segundo a conjuntura econômica.
Mercado de trabalho fica parado (dados de outubro) e perde qualidade, diz a informação que deve circular na imprensa hoje. Este parado é uma codição efêmera, tanto que nesta semana o comércio está contratando, como faz todo ano nesta época. É trabalho temporário - nem por isso menos exigente - com chance para virar fixo. O que se pretende discutir é o fator qualidade.
Cresce a tendência para o que se chama de formação de tecnólogos. O mercado pede essa função técnica, intermediária entre o conhecimento científico e o usuário do serviço, ou produto final. Entre o doutor e o executor do projeto. O tecnólogo é a base para o avanço técnico-científico. Mas a área carece de investimentos.





