Farra da comida e das horas extras
Na página 4 desta edição, nossos leitores podem se irritar com a farra das horas extras. A Câmara gastou em 2009 mais que o dobro que no ano anterior, quando pagou R$ 44,4 milhões com horas extras aos funcionários, R$ 17,4 milhões a mais do que os
R$ 27 milhões gastos em 2008, o que corresponde a um aumento de 64,44%. Observem as cifras.
Em comparação ao Senado, o valor está aquém dos R$ 87,6 milhões com o pagamento de horas extras, um aumento de R$ 3,7 milhões em relação a 2008, mesmo depois da crise instalada na Casa presidida pelo senador José Sarney
(PMDB), tão defendido pelo Presidente Lula.
Estamos falando dos gastos de deputados e senadores, gente que está fazendo o maior estrago de todos os tempos neste país. Brasília realmente é um abuso.
Mas os nossos leitores e leitoras podem ficar ainda mais indignados. O Senado prevê neste ano a compra de 5 toneladas de carne, frango, frutos do mar e linguiça para o consumo da residência oficial da presidência da Casa, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
Nessa cesta, entram 360 quilos de filé mignon, 540 de picanha e 240 de camarão. Os cinco mil quilos são suficientes para um churrasco com 12,5 mil pessoas. Ao dar a notícia a Agência Estado faz uma ressalva: o presidente José Sarney
(PMDB-AP) não mora na casa. Ele vive em sua residência particular, na mesma região.
Dias atrás, o Senado fez uma licitação para selecionar as empresas que fornecerão alimentos e materiais de limpeza para a residência oficial. O elevado quantitativo será comprado durante esse ano eleitoral em que, no segundo semestre, o Congresso fica praticamente vazio. A concorrência foi feita em cima da estimativa do consumo na casa para 2010, segundo e último ano de Sarney como presidente.
A compra será feita, segundo o próprio edital, para realização de reuniões, almoços e jantares para os participantes convidados pela Presidência. Na relação de alimentos estão, entre outras coisas milhares de quilos de alcatra, bacon, carne de sol, contra filé, exageros em tudo, do requinte no servir até os itens de sobremesa. Nada a ver com a pobreza de milhões de brasileiros.





