Farmacêutico volta à escola para ser médico
Insatisfeito com seu trabalho, por ter que atuar mais como administrador de empresas do que como farmacêutico, já casado e com filhos, o médico Evaldir Bordin Filho, que iniciou carreira como bioquímico em um laboratório e, depois, montou seus próprio negócio, uma farmácia, começou a dar aulas na UEL e a ter novamente contato com o hospital. O sonho de fazer medicina, que estava adormecido dentro dele desde antes de começar o curso que o fez farmacêutico, acordou com nova força e o empurrou em direção à sua realização.
Bordin Filho voltou à faculdade, de novo na condição de aluno. Como o curso era em tempo integral, desistiu de dar aulas e vendeu a farmácia. ''Interrompi tudo'', afirma, e, para se manter, contou com a ajuda da família. ''Falei com o meu pai, dizendo que precisava de seu apoio financeiro para realizar meu sonho.''
Com os recursos que o pai colocou à sua disposição, mais o que obteve com a venda da farmácia, conseguiu sobreviver. A esposa, que estava grávida do terceiro filho do casal, ''foi uma heroína'', conta Evaldir, cuidando da administração da casa e da educação dos filhos, enquanto ele se dedicava totalmente aos estudos.
Depois do curso de medicina, foram mais 2 anos de residência em ginecologia e obstetrícia, onde ingressou, obtendo o 1º lugar no exame admissional. Tanto sacrifício valeu a pena, segundo pensa. Na formatura, quebrando uma regra oficial da cerimônia, cheios de orgulho, os três filhos entregaram o diploma de médico ao pai, hoje com 45 anos e com consultório há 9.





