Um pintor de carros, aqui de Londrina, estava encontrando dificuldade para reparar parte da pintura do automóvel importado, de um freguês. Não conseguia acertar na cor, e por mais que fizesse misturas, utilizando o computador, não chegava ao ponto. Ia desistir, mas de repente teve a intuição: arremeteu mentalmente o problema para a fábrica daquele automóvel, exatamente para o setor de pinturas, pois era lá onde haviam pintado originalmente o carro... E o que foi buscar, veio! Não precisou mexer muito no computador para que a fórmula lhe chegasse. E ao concluir o serviço, surpreso, nem conseguia identificar o lugar do reparo, tão perfeito havia ficado.
A mente humana é muito mais veloz e mais eficiente que o telefone e a Internet, e não custa nada.
Albert Einstein disse certa ocasião que se as mentes de todos os homens se unissem a um só tempo, e o desejassem, fariam explodir o sol. É também do genial cientista esta revelação: ‘‘Penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar e mergulho no silêncio, e eis que a verdade me é revelada’’.
Se a memória consciente das pessoas não consegue entender o significado ou o mecanismo de certas coisas, uma boa prática é recorrer mentalmente a quem as criou ou fabricou. A resposta está em algum lugar. E não só para estas coisas materiais e visíveis, mas para tudo. Melhor ainda se formos diretos à Grande Fonte.
Einstein estava sempre em sintonia com o universo cósmico, de onde lhe chegavam intuitivamente todas as respostas. Alicerçava-se no pensamento intuitivo e não no meramente analítico. As coisas lhe aconteciam como uma iluminação súbita. Muitos o imaginavam um ateu, mas, ao contrário, ele afirmava que Deus era a voz da natureza. E se revoltava com as autoridades e com a igreja por não ensinarem às pessoas a verdade sobre Deus, sobre o mundo e sobre o próprio homem. O fato é que elas nem o sabiam...
Já escrevi estas coisas sobre Einstein mas volto a elas porque é bom e faz bem e não fico sozinho, com alguns poucos...
Ele afirmava que há uma única fonte e que ela se esparrama sobre nós, se estivermos receptivos. É lá onde estão todas as coisas: a resposta para as nossas indagações, o dinheiro, a saúde, a sabedoria, a iluminação divina.
Einstein era um desprendido das coisas materiais e sintonizava-se com a cosmo-consciência, em síntese Deus, que considerava não uma personalidade mas a Invisível Realidade do Universo. Por isso os teólogos o qualificavam de ateu, uma vez que, como ainda hoje, defendiam um Deus pessoal, emocional, propenso a premiar pelas boas obras e punir pelos erros.
Einstein proclamava sentir-se em meio a uma grande fraternidade universal. O silêncio-dinâmico, onde tudo já está feito e consumado.
Judeu-alemão que acabou se refugiando nos Estados Unidos, perseguido pelo nazismo, era religioso mas não pertencia a nenhuma igreja.
Numa carta publicada na revista ‘‘Time’’ revelou nunca haver feito experiências analíticas para descobrir a sua Teoria da Relatividade, mas que ela lhe veio por intuição. Uma teoria nunca explicada, nem por ele mesmo, e certamente nunca entendida por nenhum cientista. Porque ela seria ‘‘uma fuga de todas as coisas relativas e um refúgio para dentro do Absoluto’’. E isto não pode ser explicado à luz da lógica humana.
Einstein buscava primeiro a certeza intuitiva antes que qualquer prova. Óbvio que, para que esses canais se abrissem, ele estudou e trabalhou muito, sobretudo na sua Teoria do Campo Unificado, que significava a unidade e identidade de todas as energias e a inexistência de tempo e espaço, mas ele considerava esses esforços - o estudo e o trabalho - necessários como ‘‘preliminares’’, aquela coisa de pensar 99 vezes e mergulhar no silêncio, até que a resposta lhe chegasse intuitivamente. Os canais das coisas afins se abrem para os afins. Desde que sintonizados. É assim que se revelam os gênios. Que não têm mentes privilegiadas mas mentes sintonizadas. Einstein seria apenas um cientista a mais, como tantos, se não vibrasse nessa frequência cósmica. Ele sempre dizia que os fatos devem ser analisados, mas a Realidade (a emanação que vem da alma do Universo), esta nos é revelada.
Este singular matemático era um homem feliz, amigo de todos, que amava as crianças e costumava tocar violino à cabeceira da cama de uma tia doente e inconsciente (mas que o ouvia, segundo ele). Sobretudo um místico. Afirmava que a coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. Não é à toa que muitos se perguntavam porque um cientista daquela estatura falava tanto em Deus. Certamente residia aí a sua excepcionalidade!
É que ele farejava algo mais além dos sentidos!

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