Em alguns dos setores mais aquecidos da economia brasileira, como construção civil, indústria farmacêutica e a própria área de recursos humanos, as empresas estão com dificuldade em encontrar profissionais fluentes em inglês. ''Não há grande disponibillidade de profissionais de nível gerencial para cima com fluência em inglês nesses setores'', constata a diretora da NeoConsulting, Andrea de Paula Santos.
Em comum, com exceção da área de RH, os setores que enfrentam esses problemas são os de empresas tradicionalmente mais conservadoras, aquelas em que comumente as carreiras são mais longas. Áreas como TI, mercado financeiro e outras mais agressivas, não acontece o mesmo fato.
Segundo a consultora, o aumento da demanda por idiomas faz com que o mercado encontre esse gargalo. ''Com a entrada de investimentos estrangeiros no Brasil, o inglês torna-se exigência básica'', ressalta.
''Para fecharmos duas posições internas em que o inglês é necessário, tivemos muitos problemas, são raros os profissionais com fluência em inglês. Parece que muitos se esqueceram de fazer a lição de casa e perdem oportunidades por isso'', complementa Andrea.

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