Falta de segurança nas escolas
Falhas na segurança das escolas públicas de Londrina, constatada pela reportagem da FOLHA, é fator de extrema preocupação para toda a comunidade. Significa que crianças e adolescentes estão expostos a toda sorte de atos ilícitos praticados por pessoas mal-intencionadas. E, neste caso, não é preciso citar o caso extremista da tragédia registrada em uma escola de Realengo (RJ), no ano passado, quando um ex-aluno matou 12 crianças e deixou outras 12 feridas.
No entanto, é preciso lembrar que em agosto do ano passado um garoto de cinco anos sofreu violência sexual dentro de uma escola municipal de Londrina. O crime teria acontecido quando a criança foi tomar água em um bebedouro próximo à quadra onde a turma fazia aula de educação física e um homem, que estava próximo a um muro, o teria chamado e cometido a agressão. Se houvesse ao menos o mínimo de segurança, neste caso específico, a violência não teria ocorrido até porque crianças pequenas deveriam ser impedidas de deixar o prédio escolar sem a presença de um responsável.
Ontem, a reportagem escancarou o problema e expôs a falta de segurança nos prédios escolares municipais e estaduais de todas as regiões da cidade. Não se trata de ''incentivar as pessoas com predisposição a cometerem crimes contra os alunos'' como afirmou o comandante da Patrulha Escolar. É papel da imprensa - e dos jornalistas - revelar e discutir os problemas da sociedade e cobrar soluções das autoridades responsáveis. Até porque, como também é conhecimento de todos, pessoas mal-intencionadas já sabem da vulnerabilidade do sistema. Agora, também é impossível fingir que o problema não existe. Existe, é grave e precisa ser exposto.
A instalação de câmeras de segurança, anunciadas pela Secretaria Municipal de Educação, são importantes e certamente irão contribuir para inibir atos ilícitos. No entanto, é preciso um trabalho mais amplo e que conte com o envolvimento da comunidade para discutir possíveis soluções. Há pontos muitos simples, como manter portões fechados e exigir identificação de visitantes, que não estão sendo cumpridos. São cuidados básicos que - qualquer cidadão tem em sua casa - estão faltando.





