Luiz Bordenowski, ex-presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis (Sinclapol) e atual ouvidor das polícias, ainda destaca a falta de condições de manuntenção e segurança de presos nas cadeias como outro agravante para a situação. ''Quanto mais lotada a cadeia, maior a possibilidade de fuga.'' E disse que grande parte de um pequeno efetivo de policiais civis ainda cuida de presos. ''A situação é gravíssima. A sugestão que eu tenho é a de que o Estado faça um cronograma gradativo de contratação de funcionários: 100 policiais civis, militares e agentes penitenciários por mês'', acrescentou.
O coronel Justino Sampaio Filho, diretor do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), disse que nos presídios estão sendo tomadas medidas preventivas para evitar rebeliões, como respeitar o direito dos presos quanto à progressão da pena. ''Isso tranquiliza o preso.'' Outra medida é a inauguração ainda este mês da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa, com 432 vagas. A Penitenciária Metropolitana de Curitiba, com capacidade para 432, deverá demorar um pouco mais para começar a funcionar: entre 60 e 90 dias.

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