Falta de planejamento
Mais uma vez o consumidor é penalizado pela falta de planejamento do governo federal. Nessa semana o óleo diesel S500 sumiu das bombas de alguns postos de combustível de grandes cidades do Paraná, principalmente em Curitiba e região metropolitana. A substituição do S500 pelo S1800 é uma determinação da Agência Nacional do Petróleo por meio da resolução 42/2009, que estabelece as especificações do óleo diesel com menor teor de enxofre de uso rodoviário para comercialização em todo o território nacional.
A substituição do diesel S1800 para o S500 é gradativa e teve início em 2009; a previsão é que seja concluída até o final de 2013. Em Londrina, em outros 699 municípios brasileiros, além de quatro Estados da Região Nordeste, a resolução passou a ser obrigatória a partir do dia 1º deste mês.
A questão que deve ser discutida é que o próprio governo, que detém o monopólio da produção e distribuição dos combustíveis no País, não consegue se organizar para cumprir uma determinação de uma agência estatal. O argumento para a repentina falta é o aumento do consumo do produto, que deveria constar na programação das refinarias, uma vez que a sua utilização passou a ser obrigatória em mais municípios. Não seria óbvio prever um aumento do consumo? Estimativas da própria ANP, divulgadas neste ano, indicavam que o volume de diesel S500 previsto para substituir o S1800 neste ano é de aproximadamente 45,2% do total comercializado em 2009. O montante é superior ao percentual de substituição no ano passado, que foi de 19,2%.
Em todo caso, a substituição dos combustíveis é positiva, uma vez que trará benefícios ao meio ambiente porque favorece a redução da emissão de poluentes. De acordo com a ANP, aproximadamente 72% em massa de enxofre deixam de ser eliminados pelo escapamento dos veículos diesel leves e pesados e, assim, a contribuição do enxofre nas emissões de particulados passa a ser menor que 10%. A preservação ambiental é urgente e carece de medidas efetivas.





