Uns querem um emprego, outros uma melhor oportunidade profissional. Enquanto milhares de pessoas enfrentam filas e cadastros para conseguir uma vaga no mercado de trabalho, muitos tentam manter a sua atual fonte de renda. Mas, assim como acontece com a disputa por um emprego, onde a concorrência entre os candidatos é grande, as empresas também têm, no seu dia-a-dia, fatores que contribuem e atrapalham o desempenho das atividades profissionais.
  Pesquisa divulgada recentemente pela SEC Talentos Humanos mostra que a maior dificuldade enfrentada pelos profissionais nas empresas é a falta de motivação no departamento em que trabalham. Diferentemente do que acontecia antes, a instabilidade não é mais a grande preocupação do profissional brasileiro.
  Do total de entrevistados, 28% optaram pela desmotivação, seguidos por gerenciamento de conflitos (16%), a sobrecarga de trabalho e a luta do perfeccionismo versus tempo (12%). ‘‘Percebe-se que profissionais motivados, comprometidos, treinados e preparados para suas funções entendem que precisam administrar sua vida. Difícil mesmo é ter toda esta energia para trabalhar com parceiros ou equipes desinteressadas, sem foco e desmotivadas’’, comenta Stefi Maerker, sócia-diretora da SEC.
  As mudanças do mercado corporativo e da realidade nas empresas revelam que as organizações deste século devem manter um ambiente dinâmico que permita ao seu colaborador interagir, aprender, questionar e crescer conscientemente. No outro viés, a formação profissional e o aumento do portfólio de conhecimento deve ser um investimento constante entre os empregados, uma vez que pode fazer a diferença no momento de uma decisão de contratação, demissão ou mesmo promoção.
  Um estudo norte-americano mostra, também, que mais da metade dos profissionais carece de motivação para continuar aprendendo e se aperfeiçoando em sua ocupação. Nesta pesquisa, ficou evidenciado que, atualmente, as habilitações técnicas específicas são menos importantes que a capacidade implícita de aprender no trabalho.
  Portanto, a capacidade de ouvir e de comunicação oral, adaptabilidade e respostas criativas a reveses e obstáculos, eficácia em termos interpessoais e de grupo, bem como na organização e vontade de contribuir são potencialidades que promovem um ambiente de trabalho saudável e dinâmico.
  ‘‘Sempre existirão empresas de todos os tipos: atualizadas, centralizadas, arcaicas, modernas, dinâmicas e assim por diante. Mas, as que sobreviverão são aquelas que conseguirem manter o espírito de seus colaboradores, onde nenhum profissional é mais importante que o outro, pois basta uma pessoa desmotivada para que o resultado final saia diferente’’, explica Stefi.

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