Falta de investimentos
Mais uma vez o Paraná está de fora da rota dos grandes investimentos. Levantamento da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) mostra que das 12.265 grandes obras que serão construídas no País até 2016 (ano da realização da Copa do Mundo no Rio de Janeiro), apenas 582 serão erguidas no Paraná. Os recursos que virão para o Estado somam cerca de R$ 25,2 bilhões, quantia bem pequena se comparada ao total dos investimentos, estimados em R$ 1,479 trilhão. O Paraná ocupa a 13 posição no ranking de valores dos empreendimentos.
O Estado não é contemplado com a maioria dos recursos porque elas serão construídas em função de dois grandes eventos internacionais: Copa do Mundo e Olimpíadas, que serão sediados pelo Rio de Janeiro; e devido à exploração do petróleo no Pré-Sal, que o Paraná também ficou de fora. No entanto, tampouco o Estado consegue atrair investimentos federais de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A justificativa é que a infraestrutura na Região Sul é melhor do que a de outras regiões, como o Norte e o Nordeste.
Assim como o restante do País, o Paraná também é atingido pelo ''custo Brasil''. As melhores rodovias são pedagiadas, com alto valor da tarifa. Além disso, o Porto de Paranaguá está sucateado. Os aeroportos também não contam com os equipamentos adequados para pousos e decolagens. Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon-Norte), Gerson Guariente, o Estado ficou muito tempo sem elaborar um planejamento de infraestrutura e, por isso, não foi contemplado com as verbas disponíveis.
A falta de planejamento e de um projeto de desenvolvimento a longo prazo compromete Estados e municípios. É um mal existente em todo o País, não é exclusividade do Paraná. Por isso, além de questões éticas e de caráter, no momento de uma eleição é preciso também avaliar o perfil de gestor de um candidato. Uma escolha malfeita compromete o desenvolvimento de uma cidade, de um Estado e do país e, as consequências, como se vê diariamente na imprensa têm sido desastrosas.





