Além de enfrentar a diminuição do número de vagas disponíveis seja pelo ''faça você mesmo'' do consumidor, seja pelo avanço da tecnologia e a desaceleração constante da economia do País, que vem registrando um crescimento médio do PIB (Produto Interno Bruto) de apenas 2% ao ano, o emprego sofre por falta de educação formal. Em um país como o Brasil, isso pode significar uma dolorosa provação.
Em Londrina, por exemplo, de acordo com o levantamento do último censo, de um total de 268.689 pessoas na faixa dos 15 anos e mais, ou seja, a população que está tentando entrar ou que já entrou no mercado de trabalho, 31.019, ou 11,54% desse total, são analfabetas.
Não é porque a tecnologia avança e os hábitos de consumo mudam que se vai esquecer a realidade do País. Há muitos jovens acabando de se formar e outros tantos que nem puderam sonhar com essa possibilidade. Há muitos adultos que tiveram a chance de se preparar adequadamente para a competição no mercado e outros tantos que continuam à margem, procurando um jeito de entrar. Há muitos idosos que conseguem viver dignamente com seus rendimentos e outros tantos que, por conta de uma mirrada aposentadoria, são obrigados a fazer o caminho de volta ao mercado.
Como adequar essas necessidades ao avanço tecnológico, muitas vezes impiedoso? De acordo com Domenico de Masi, sociólogo italiano e estudioso da sociedade pós-industrial, ''talvez seja mais fácil inventar o progresso do que administrá-lo''. Uma boa tese para análise dos candidatos a cargos públicos.

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