Um dos principais problemas da gestão pública é a falta de controle em licitações e compras. Além da atitude incorrer em erros legais, o que pode acarretar em prejuízos aos cofres públicos, é um facilitador da corrupção. Por isso, ações que visam um controle maior devem ser cobradas pela sociedade. Dinheiro público tem que ser melhor controlado, não pode haver desperdício.
Portaria da Controladoria-Geral do Município da Prefeitura de Londrina determina criação de um grupo de trabalho em cada órgão que ficará encarregado de elaborar respostas às auditorias. A medida foi adotada porque secretarias e órgãos não respondem à maior parte das auditorias e apontamentos de irregularidades e, dessa forma, os erros não eram corrigidos e voltavam a ocorrer. A medida é positiva, mas deve-se ressalvar que é preciso acompanhamento até para garantir a implementação desse grupo de trabalho com prazo estabelecido.
Desde fevereiro, quando o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) editou decreto determinando auditoria de todos os contratos de prestação de serviços e fornecimento de insumos de natureza continuada firmados a partir de 2009, foram concluídas auditorias em sete contratos. No entanto, a Controladoria-Geral estima que o trabalho tenha que ser feito em pelo menos 30 contratos que têm valor mais elevado.
Talvez agora com a revisão desses contratos erros apontados, inclusive por esta FOLHA, como um contrato de 39 dias por mês para fornecimento de alimentação, falta de funcionários para execução dos serviços e insetos dentro da comida não podem voltar a ocorrer. Os recursos públicos devem ser melhor aproveitados. No entanto, importante acrescentar que a não execução das recomendações e o descumprimento das regras legais deveriam acarretar em punição a esses servidores.

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