Diariamente, centenas de ônibus escolares, peruas kombis, vans e outros utilitários, percorrem milhares de quilômetros no interior do Paraná, transportando crianças que não podem perder o incentivo para estudar. Estão certos os prefeitos que pressionam o governo estadual para que defina os recursos com antecedência. É animador saber que, de imediato, o secretário da Educação, Flávio Arns, acenou com recursos. Que os veículos, terceirizados ou do serviço público, estejam na porta de cada residência logo no primeiro dia de aula. Afinal, a educação já sofre muito com a baixa qualidade do ensino, com o descontentamento dos professores - que leva ao baixo desempenho - e com outros obstáculos e erros, o fim da repetência, etc.

E no apronto para mais um ano letivo, constata-se que também no transporte a educação é prejudicada; houve falhas nos serviços em 2010. Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Elias Fadel (PMDB), muitos prefeitos estão inclinados a não realizar o transporte se não forem atendidas algumas reivindicações com relação aos repasses estaduais para o serviço. Esses prefeitos apostam nas recentes declarações do secretário Flávio Arns. Através de Arns, o novo governo reconhece que os municípos bancam grande parte dos custos. Prefeituras pagam a parte que é da responsabilidade do Estado, resumem.

Mas, afinal, o que os prefeitos pedem? Eles esperam, em primeiro lugar, que o Estado arque com 50% dos gastos com custeio do transporte escolar, seria o equivalente a R$ 50 milhões. Valor quase coberto com o complemento já prometido pelo secretário Arns. Entre os casos em que o governo do Estado deixou as prefeituras na mão, está o de Quedas do Iguaçu que em 2010 recebeu o equivalente a 6% do custo do transporte. Defasagem de repasses há em muitos outros casos (a média fica entre 6% e 10% do valor total do transporte), conforme a matéria da repórter Marcela Rocha Mendes, ontem, neste jornal.

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