Representantes do TSE ( Tribunal Superior Eleitoral), do Google, Facebook, Twitter e WhatsApp se reuniram dias atrás para discutir a criação de um canal de comunicação entre eles que facilite a identificação de notícias falsas e a retirada imediata delas das redes sociais. A Justiça Eleitoral do Brasil está muito preocupada com a disseminação das chamadas "fake news" tendo como alvos políticos e partidos políticos. O ano é de eleições e a preocupação faz todo o sentido quando se lembra que conteúdos mentirosos espalhados pelas redes sociais interferiram no resultado das últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos. Com o intuito de ajudar o TSE, a Polícia Federal anunciou no mês passado a criação de um grupo de trabalho que irá investigar a proliferação de boatos que visam a campanha eleitoral. Regras foram aprovadas em dezembro do ano passado pelo TSE regulamentando o uso das redes sociais no processo eleitoral, como a FOLHA explica na edição desta segunda-feira (5). As duas principais características: a regulamentação vai permitir o impulsionamento de conteúdo e deve ser mais rígida com quem compartilhar mentiras na rede. A propaganda na internet será permitida a partir do dia 16 de agosto. O candidato ou partido poderá usar investimentos em mídia digital durante o processo eleitoral e será possível o chamado "impulsionamento", ou seja, o candidato poderá pagar para que um conteúdo tenha mais alcance de público nas redes sociais. Também será permitida a priorização paga para que as notícias apareçam no topo de sites de busca. É claro que o investimento em mídia digital deverá ser declarado na prestação de contas das campanhas e identificado, além de ser contratado exclusivamente por partidos, coligações, candidatos e seus representantes. O TSE também ficará de olho no uso de perfis falsos para divulgação de conteúdo eleitoral. O internauta que divulgar fatos inverídicos estará sujeito a sanções, podendo pegar de dois meses a um ano de detenção ou pagamento de multa. As notícias falsas sempre existiram. Nessa época de eleição é comum ver um candidato lançar um boato para fazer o adversário perder votos. Mas agora essa prática criminosa ganhou força com a rapidez do compartilhamento nas redes sociais. As "fake news" fazem parte do mundo da desinformação. O antídoto para acabar com esse veneno se chama informação.

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