Primeiro a informação de que o assassinato de um ex-detento ocorrido no início da semana, em Londrina, aconteceu a mando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Um homem de 31 anos foi executado 40 dias depois de sair da prisão. Ainda no início desta semana, quatro detentos que cumpriam pena no Complexo de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitina (RMC), foram assassinados.
Essas situações, que mostram o crime organizado agindo dentro das unidades prisionais do Paraná, voltaram a preocupar autoridades e população. Tanto que o Serviço de Inteligência da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) entrou em ação e descobriu uma lista com 13 presos marcados para morrer - a motivação seria uma disputa entre facções do tráfico de drogas.
Os quatro presos assassinados em Piraquara faziam parte da lista encontrada pela Seju. Os outros nove jurados de morte cumprem pena em outras unidades prisionais do Estado e, por motivo de segurança, estão separados dos demais internos. As autoridades paranaenses agiram rápido neste caso iniciando uma operação pente-fino em todas as 24 unidades penitenciárias do Estado. Os agentes estão em busca de todos aqueles objetos que não deveriam entrar nas prisões, mas que de alguma forma ''inexplicável'' acabam nas mãos dos encarcerados: aparelhos de telefone celular e armas.
Entre as facções criminosas que atuam nas cadeias do País, duas se destacam pela violência e ramificações, o PCC, que nasceu nos presídios de São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), que se originou no Rio de Janeiro. Trabalhos investigativos já demonstraram que os dois mantêm um estatuto com normas e eles cobram, por exemplo, mensalidade de seus membros. Há uma taxa para o criminoso em liberdade, preço que vai caindo para quem cumpre regime semiaberto até chegar no regime fechado.
Embora tenham surgido no Rio e São Paulo, essas facções criminosas não estão mais restritas aos dois grandes centros. Para diminuir o poder desses grupos, alguns estudiosos em Direito Penal sugerem mais rigor na punição dos criminosos que integram uma facção criminal: penas maiores sendo cumpridas em presídios de grande segurança. Diante desses novos fatos ocorridos no Paraná com evidente relação com o crime organizado, esse é um debate que precisa ser retomado com urgência.

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