Dentre os problemas da educação no Brasil, o alto índice do analfabetismo é o mais grave. Em noticiários no início desta década divulgou-se a diminuição da alta taxa de analfabetos em decorrência da morte de pessoas idosas, onde se encontraria o maior número.
Colocar no papel mais algumas teorias a respeito deste assunto até que não é tão difícil. Complicação surge quando as sugestões precisam ser efetivadas no dia-a-dia. Mas, por maiores que sejam as dificuldades, trata-se de problema básico, que precisa ser solucionado para que o país tenha mão-de-obra qualificada e alcance o desenvolvimento sócio-econômico.
É lastimável e vergonhoso que o Brasil seja o País com maior percentual de analfabetismo da América Latina. Para mudar este quadro é necessário uma ação imediata do governo e da sociedade, especialmente dos empresários. Ao governo caberia permitir que os funcionários estudassem nas próprias empresas, o que já acontece em algumas bem poucas! sem a obrigação de frequentar diária e obrigatoriamente as escolas. Aos empresários restaria dividir os encargos financeiros com os funcionários, adequando os horários. Neste caso, financiariam o material, ficando o funcionário obrigado a ressarcir após a conclusão do curso ou quando saísse da empresa.
Paralelo a essa alternativa, seria sensato e muito bem-vindo a melhoria da qualidade do ensino das escolas públicas básicas para todas as crianças, evitando a formação de adultos analfabetos. A imprensa precisaria contribuir com mais debates, ajudando o povo brasileiro a pensar e a se dedicar mais à educação, o que atualmente não tem ocorrido.
Os sindicatos, todas as igrejas, condomínios, sociedades civis podem participar para acabar com a praga do analfabetismo. Podem, a exemplo da Rede Globo, agrupar pessoas para estudo à distância, com a realização periódica de provas pelas Secretarias Estaduais de Educação, com procedimento semelhante ao atual chamado eliminação de matérias. Também poderiam permitir que as prefeituras realizassem as provas, mas sempre supervisionadas pelo Estado para evitar corrupção.
Vários meios de alfabetizar existem. As próprias famílias poderiam pressionar os seus analfabetos a estudar. Valorizar a educação pelo conhecimento e não apenas para melhorar de emprego e financeiramente, como ocorre hoje, principalmente pelos agentes da Educação, da Administração Pública em geral e por parlamentares.
Relacionar os problemas sociais brasileiros seria impossível para qualquer pessoa normal. Mas com certeza muitos seriam amenizados se as pessoas tivessem uma escolaridade melhor e consequentemente mais esclarecimento. Muitos poderiam alegar que isso ''não enche barriga'', mas o erro também não alimenta ninguém, a não ser de ignorância. Seria preciso assistir menos às ''loiras'' da televisão e passarmos a ler mais. Você tem três saídas: Participar! Participar! ou Participar! E a saída para o Brasil seria Educação! Educação! Educação!
PEDRO CARDOSO DA COSTA é bacherel em Direito em São Paulo

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