Expressão religiosa no dinheiro gera polêmica
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domingo, 06 de janeiro de 2013
Redação FolhaWeb 
A ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo pedindo a retirada da expressão Deus seja louvado das novas cédulas de real trouxe novamente à tona a discussão sobre Estado laico e liberdade religiosa.
Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, a inscrição fere os princípios de laicidade do Estado e da escolha religiosa da sociedade brasileira. Por isso, ele pleiteia a retirada dos dizeres das cédulas.
Para o professor do departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Fábio Lanza, que integra o Laboratório de Estudos sobre as Religiões e Religiosidades da instituição, a discussão deve ir além. Segundo ele, mesmo com um desenvolvimento político nacional baseado no estado republicano, a realidade brasileira tem ainda relações fortes entre a organização estatal e as denominações religiosas.
Qual a visão do sr. sobre a representação do Ministério Público Federal de São Paulo para a retirada da expresão Deus seja louvado das cédulas de real?
É importante compreender o contexto em que nós estamos inseridos dentro desta discussão. Quando a gente pensa a realidade brasileira, temos que tomar um grande cuidado porque se trata de um tema polêmico tanto para os que promovem a discussão a partir da tese do estado laico, ateus ou não, como para os que se intitulam religiosos e fazem a defesa do discurso religioso - de denominações religiosas já sólidas ou ainda em constituição na sociedade brasileira. A representação do Ministério Público Federal de São Paulo coloca a mão no vespeiro.
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