Exportações regionais
O desempenho da balança comercial da região de Londrina reforça a diversidade da economia. O ponto positivo é a variedade de produtos exportados, que passam pelas commodities agropecuárias, artesanatos e mercadorias de alto valor agregado como elevadores, produtos odontológicos, além de vacinas e medicamentos para uso veterinário. Nos últimos 10 anos o número de empresas que atua no mercado exterior saltou de 69 para 85.
O ponto negativo é a posição regional no ranking estadual, que está atrás de Paranaguá, Maringá, São José dos Pinhais, Curitiba, Araucária e Ponta Grossa. Esse dado reforça a falta de uma política efetiva de industrialização para o Norte do Paraná. Embora a região esteja localizada perto do Estado de São Paulo, do Paraguai e da Argentina mercados importantes para os produtos paranaenses , nos últimos anos perdeu-se investimentos industriais devido à distância do Porto de Paranaguá e por deficiências na infraestrutura logística, como um aeroporto de cargas e rodovias não duplicadas.
Além disso, não há como não relacionar as constantes crises políticas registradas em Londrina à falta de um planejamento para atração de empresas. Essas incertezas geram desconfiança entre os investidores, além de provocar atraso nas negociações para instalação de empreendimentos. No entanto, é momento de implantação de um plano que foque na atração de indústrias, que empregam mais pessoas e pagam salários mais altos do que o comércio, por exemplo.
A política industrial, se implantada conforme as legislações vigentes e respeitando a vocação regional, é positiva e deve ser incentivada. Também é chegado o momento de se investir na infraestrutura logística da região. Duplicar rodoviais e mantê-las em bom estado de conservação, investir em aeroportos e no Porto de Paranaguá também são medidas urgentes que podem contribuir para melhorar o desempenho regional.





