Com a al­ta dos pre­ços das com­mo­di­ties, as ex­por­ta­ções do agro­ne­gó­cio atin­gi­ram o re­cor­de de US$ 76,4 bi­lhões em 2010 e de­vem ser maio­res em 2011, al­can­çan­do US$ 85 bi­lhões. A ele­va­ção de 18% do va­lor das ven­das no ano pas­sa­do (que in­clui au­men­to de pre­ços e quan­ti­da­de), en­tre­tan­to, foi in­su­fi­cien­te pa­ra man­ter a par­ti­ci­pa­ção do se­tor na ba­lan­ça co­mer­cial bra­si­lei­ra.
A fa­tia da agri­cul­tu­ra e da pe­cuá­ria na co­mer­cia­li­za­ção ­caiu de 42,5% pa­ra 37,9% e a ex­pli­ca­ção pa­ra a que­da da­da pe­lo mi­nis­tro da Agri­cul­tu­ra, Wag­ner Ros­si, foi a de que ­itens co­mo pe­tró­leo e mi­ne­ra­ção con­se­gui­ram uma re­cu­pe­ra­ção ­maior dos im­pac­tos da cri­se fi­nan­cei­ra in­ter­na­cio­nal. Nos úl­ti­mos 10 ­anos, ape­nas em 2009, quan­do os re­fle­xos da tur­bu­lên­cia ex­ter­na ti­ve­ram seu au­ge, as ex­por­ta­ções de agro­ne­gó­cio apre­sen­ta­ram um de­crés­ci­mo em re­la­ção ao ano an­te­rior.
Mes­mo as­sim, o sal­do da ba­lan­ça do agro­ne­gó­cio no ano pas­sa­do foi de us$ 63 bi­lhões, um au­men­to de us$ 8,1 bi­lhões em re­la­ção a 2009, tam­bém uma mar­ca his­tó­ri­ca - con­for­me ob­ser­va a re­pór­ter Cé­lia Frou­fe. E o re­sul­ta­do só não foi ­maior por­que, pa­ra evi­tar pro­ble­mas de abas­te­ci­men­to in­ter­no, o go­ver­no li­be­rou as com­pras de pro­du­tos es­sen­ciais, co­mo tri­go e al­go­dão. Com is­so, as im­por­ta­ções do se­tor cres­ce­ram 35,2%, pas­san­do de US$ 9,9 bi­lhões pa­ra US$ 13,4 bi­lhões.
O mi­nis­tro mi­ni­mi­zou a in­fluên­cia da bai­xa do dó­lar so­bre a co­mer­cia­li­za­ção bra­si­lei­ra. ‘‘Mui­tos fa­lam que o câm­bio amar­ra, mas a com­pe­tên­cia do agro­ne­gó­cio bra­si­lei­ro é tão gran­de que so­mos ca­pa­zes de ­sair da fa­zen­da com cus­to ra­zoá­vel pa­ra en­fren­tar di­fi­cul­da­des.’’
Ape­nas le­van­do-se em con­ta a quan­ti­da­de de pro­du­tos agrí­co­las e pe­cuá­rios ven­di­dos pe­lo Bra­sil ao ex­te­rior, o cres­ci­men­to ve­ri­fi­ca­do no ano pas­sa­do foi de so­men­te 3% em re­la­ção a 2009. Po­de pa­re­cer pou­co, mas é mui­to sig­ni­fi­ca­ti­vo pa­ra ­quem ­saiu de uma cri­se. Eco­no­mias de al­guns paí­ses não cres­ce­ram tan­to as­sim no ano pas­sa­do.

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