Baixa resistência à frustração. É assim que a psicóloga Solange Maria Beggiato Mezzaroba define o problema das pessoas que costumam explodir quando são contrariadas. Ela explica que esse comportamento está relacionado com a história de vida de cada um. As pessoas que se descontrolam diante de uma situação que não atende às suas expectativas, segundo analisa, sempre tiveram seus caprichos atendidos. ''A raiva é um sentimento que todos estamos sujeitos a ter. A forma como você manifesta esse sentimento é que faz a diferença'', observa.
A psicóloga explica que há pessoas que reprimem o sentimento, vão engolindo a raiva e costumam explodir no momento errado e com quem não tem nada a ver com seus problemas. A solução, aponta Solange Mezzaroba, está na assertividade, ou seja, na comunicação do sentimento de forma adequada. ''Assertividade é você expor seu sentimento, sua situação de desagrado, ou até fazer um elogio, respeitando o ponto de vista do outro e fazendo isso de forma adequada'', diz.
Solange Mezzaroba lembra que, quem teve como modelo um pai que se impunha de modo autoritário, costuma agir de modo semelhante, tentando fazer com que seus desejos sejam realizados, ainda que aos berros. A maneira de corrigir esse comportamento é o aprendizado. ''Não significa que, ao ser assertiva, a pessoa vai conseguir tudo o que quer, mas ao menos vai falar o que sente, não vai represar a raiva'', destaca. ''Os valentões vão sempre tendo alguém que se submeta a eles, mas isso não quer dizer que são respeitados''.
A psicóloga vê a necessidade do desenvolvimento de um comportamento de tolerância nas relações interpessoais e da busca de soluções para os conflitos através da argumentação. ''Apesar dos avanços tecnológicos, ainda há muita gente agindo como os homens das cavernas'', compara. Ela defende o respeito aos pontos de vista contrários e a busca de acordos através do diálogo.(L.M.)

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