Salvador - Três operários da Petrobras que trabalhavam na unidade de produção de gás natural da empresa, em Candeias (região metropolitana de Salvador), morreram anteontem à noite, em consequência de uma explosão.
Divaldo Jorge de Oliveira Ferreira, 42, José Carlos Nogueira, 39, e Edilberto Lima Alves, 37, operavam a tubovia de gás às 20h40, quando aconteceu o vazamento, seguido de explosão. Ferreira e Alves morreram no local. Socorrido por funcionários da Petrobras, Nogueira morreu 15 minutos depois de dar entrada no Hospital Regional de Candeias.
Ontem à tarde, a diretoria da Petrobras informou que a unidade deverá ficar paralisada por cerca de 30 dias, prazo estimado para que técnicos da empresa efetuem os reparos necessários no local do acidente.
Segundo a empresa, o vazamento e a explosão aconteceram na entrada da planta de processamento, local em que o produto é transformado em combustível industrial, gás automotivo e matéria-prima. Pela tubulação onde ocorreu o vazamento, a Petrobras transportava até ontem 2,9 milhões de metros cúbicos por dia de gás.
Diretor do Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Petroquímicos da Bahia, Radiovaldo Costa, 36, responsabilizou ontem a Petrobras pelo acidente. ''Com a política de reduzir o seu efetivo, a Petrobras tem obrigado os trabalhadores a acumular funções, medida que contribui para aumentar o índice de acidentes.''
Levantamento feito pelo sindicato baiano revela que 117 prestadores de serviços para a Petrobras (dos quais 30 contratados) morreram em consequência de acidentes desde 98. Somente nos últimos 30 dias, foram registradas cinco mortes.

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