Exploração sexual
A cada dia as investigações do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre o esquema de exploração sexual de adolescentes em Londrina ganha contornos mais dramáticos. O caso deflagrado em janeiro atingiu grandes proporções ao revelar que empresários, auditores fiscais e profissionais liberais pagavam programas a garotas menores de 18 anos. Mais de 20 jovens teriam sido aliciadas e 13 pessoas já foram presas.
Importante lembrar que alguns dos envolvidos também estão incluídos na Operação Publicano, que desbaratou um megaesquema de corrupção na delegacia da Receita Estadual de Londrina. São investigações independentes, mas que se cruzam em vários momentos. A partir de escutas telefônicas autorizadas para a Publicano, foi descoberta a exploração sexual. Com mandados de busca e apreensão cumpridos nas casas de presos por exploração chegou-se a documentos que fortaleceram a Publicano.
O caso em questão expõe pessoas que se julgavam a margem da lei e que em tese deveriam zelar por ela. As jovens envolvidas são menores de idade e o crime fica ainda pior quando foi revelado que algumas tinham menos de 14 anos na época. Crianças. E, por isso, é importante que o caso não fique impune. Até mesmo porque, segundo divulgado ontem, uma menina de 13 anos aliciada há dois anos está grávida e a paternidade recai sobre um dos quatro homens que pagaram pelo programa. Três estão presos e um outro está foragido.
É um caso inaceitável e que não pode ficar impune. A sociedade deve zelar pela aplicação das leis e, nessa investigação em específico, deve-se exigir punição exemplar. Além da questão legal, deve-se zelar pelos princípios e valores éticos e morais. Em nenhum momento, as pessoas devem se acostumar com crimes como esse e julgar que se tratam de questões banais. Não pode (continuar a) ser assim.





