O homem do campo tem a expectativa de que os governantes que assumirão em janeiro e o novo corpo legislativo possam dar continuidade aos programas de governo que estão dando certo. No que respeita à agropecuária, destacam-se o da segurança animal, das negociações internacionais nesse campo, da rastreabilidade, do refinanciamento das dívidas, da exportação e, fundamentalmente, da segurança no campo.
A esperança é também que sejam implementados os projetos na área do seguro agropecuário e de renda mínima, e as políticas agrícola e agrária, de forma a contemplar desde o micro até o grande produtor. Porque, enquanto a primeira possibilita a subsistência das famílias com aptidão para a atividade agrícola, a agricultura extensiva gerará divisas com as exportações e manterá o superávit na balança comercial, gerando empregos e maior arrecadação tributária. Ademais, garantindo a colocação de alimento na mesa do povo brasileiro e do mundo.
A agricultura em escala propiciará o sucesso e o financiamento da agricultura familiar, mas para isso será necessário criar instrumentos que dêem sustentação a ambas. Alguns deles já estão citados acima e outros se fazem urgentes, como a política de preços, a instalação de médias e pequenas agroindústrias nas bases municipais e próximas das fontes de produção, linhas de crédito para implantação de infra-estrutura básica nas propriedades rurais, postos de saúde, hospitais, escolas.
Há que dar atenção também à abertura de novos acessos de escoamento da produção e conservação dos atuais. Ademais, será necessário impor a obrigatoriedade de as redes de hipermercados adquirirem um porcentual estabelecido de produtos oriundos dos cinturões hortifrutigranjeiros e agropecuário das cidades. Essas providências resultarão em geração de mais postos de trabalho e segurança para as comunidades. Tais produtos deverão ostentar o selo de origem, que serão a marca dos municípios produtores.
A esperança é que os novos governantes e os legisladores também atentem para a necessidade das reformas trabalhista, política, econômica, tributária, fiscal, social e previdenciária (esta já com um projeto anunciado pelo novo governo), indispensáveis para que este país não seja somente uma promessa, mas o mais importante do mundo já no correr do início deste século.
EDSON NEME RUIZ é presidente da Sociedade Rural do Paraná com sede em Londrina

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