As políticas de defesa do meio ambiente vão se expandindo e conscientizando os cidadãos e os dirigentes de empresas. Há muito ainda por fazer, mas essa cruzada parece não ter retrocesso. Reportagens de ontem das jornalistas Gisele Mendonça e Herika Gonçalves, deste Jornal, mostram a atenção que está sendo dada ao necessário abandono das sacolinhas plásticas nos supermercados e no comércio em geral e à preservação das nascentes de água - este um projeto de Apucarana.
A Associação Paranaense de Supermercados, com 950 lojas filiadas, toma a dianteira e vem estimulando o abandono das sacolinhas plásticas e o uso das sacolas retornáveis ou das oxibiodegradáveis. Estas, embora não sejam ainda uma solução definitiva, ao menos levam menor tempo para biodegradar-se - de três a 18 meses, quando as plásticas levam de 400 a 500 anos. Degradar o meio em que se vive é fácil, mas para recuperá-lo leva tempo. A sabedoria da natureza é sempre soberana, mas sua resposta é gradual e demorada.
Em Apucarana a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Turismo lançou um programa que remunera os proprietários rurais que zelem pelas suas nascentes de água. Embora isto deva ser uma obrigação natural, o incentivo é importante na batalha pela defesa ambiental. A lei estabelece que 50 metros ao redor de uma nascente precisam ser conveniente protegidos, mas como nem todos se preocupam com isso a campanha da Secretaria faz o alerta. Paralelamente a Prefeitura está recomendando (o que é do conhecimento de todos, mas precisa sempre ser lembrado) que seja preservada a mata ciliar e se evite focos de erosão fazendo-se curvas de nível para contenção das águas. O agricultor não é o maior vilão, declara o secretário João Batista Beltrame, porque ''a maior poluição acontece nas cidades''. Mas é necessário sempre advertir sobre os cuidados para não poluir as águas e o ar pelos agrotóxicos, preservar as matas de reservas e não esvaziar os rios pelo desvio da água para as plantações. Em consequência disso as culturas irrigadas de arroz, no sul do País, em certos períodos deixam os rios com apenas um fio de água.
Cada vez mais as sacolinhas plásticas começam a ser vistas como problema, e essa conscientização parte dos próprios supermercados (onde elas são mais utilizadas) e dos ambientalistas e, devagar, a clientela vai aceitando a ideia de mudança de hábitos. Importa é que há uma declarada campanha em tal sentido. Por isso, acredita-se no avanço cada vez mais intenso das práticas de proteção do meio ambiente, em todas as suas frentes.
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