Existem programas preventivos
Em Londrina, o Centro de Referência do Atendimento ao Adolescente (Craal) e um projeto da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia) trabalham com prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e Aids entre adolescentes. A estratégia é praticamente a mesma, os adolescentes participam de oficinas que abordam temas como corpo reprodutivo, corpo erótico e corpo vulnerável.
No Craal, os adolescentes são encaminhados pelos postos de saúde e na Alia, o projeto de um ano, financiado pelo Ministério da Saúde, aconteceu com grupos já formados em alguns bairros da cidade. ''Estamos viabilizando um refinanciamento do projeto e procurando parcerias para formar multiplicadores entre os próprios adolescentes'', explica a coordenadora do projeto, Carolina Branco de Castro Ferreira.
Para o pediatra e hebeatra Walter Marcondes Filho, os adolescentes têm informação sobre Aids e sabem da necessidade de usar preservativo nas relações sexuais. Mas, por que então eles se arriscam? ''É próprio do adolescente viver em risco, ele imagina que nunca vai pegar. O adolescente precisa de uma boa orientação dentro de casa, e médicos e educadores preparados para ensinar o que, hoje, ele aprende na rua'', diz. C.P.





