Se o Exército brasileiro é constituído de mais de 300 mil homens em armas, dotado de equipamentos de terra e ar, e existe com a função constitucional de garantir a segurança interna, não há porque não ser designado para, entre outras funções, dar cobertura à Polícia Federal e patrulhar as fronteiras para impedir a entrada de drogas e de armamentos que municiam o crime organizado.
Recentemente o Exército foi lembrado porque o governo, por medida de economia, determinou a dispensa de 44 mil recrutas do contingente e 52 mil alistados em março. Sinal de que é grande o peso na balança com os gastos das Forças Armadas, que em tempo de paz com os países vizinhos mantém ocioso muito do seu efetivo, humano e operacional. Agora é novamente lembrado por um delegado-adjunto da Polícia, em Londrina, que sugere a presença dos batalhões do Exército patrulando as fronteiras.
Se é atribuição dessa instituição a defesa da segurança nacional, a nação vive no momento uma situação de insegurança pela ação dos mega-traficantes de drogas, que propiciam a disseminação do vício, sobretudo entre os jovens, e para garantir a atividade do negócio munem-se de sofisticadas armas, que entram pelas fronteiras desguarnecidas. Tal é o seu poder bélico que hoje eles estão tão bem ou melhor equipados que a Polícia, já formando, nas grandes cidades, verdadeiros governos paralelos.
É inumerável o serviço de socorro que o Exército presta, sobretudo quando ocorrem calamidades, e a atuação de sua equipe de engenharia na construção emergencial de pontes e outras afins, sobretudo nos rincões mais remotos deste país-continente, quase impenetrável em certas áreas. Mas há um chamamento forte para a região das fronteiras, em face da entrada de perigosos inimigos que são as drogas e os armamentos destinados ao crime organizado. Há que dar-lhes combate, e esta é missão da Forças Armadas.
Walmor Macarini

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