Exército está preocupado com fazenda do presidente
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quinta-feira, 06 de junho de 2002
Agência Estado 
Brasília - Os 300 soldados do Exército que protegem a Fazenda Córrego da Ponte, propriedade da família do presidente Fernando Henrique Cardoso, em Buritis (MG), passaram o dia de ontem fazendo manobras na área para inibir qualquer tentativa de invasão dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A situação é tensa na região. Ainda ontem, um grupo de moradores de Arinos, localizada nas redondezas da fazenda, expulsou do prédio da prefeitura membros do MST que tinham invadido o imóvel anteontem. Três pessoas ficaram feridas.
Depois da desocupação da prefeitura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário abriu negociações com representantes do MST, num acampamento próximo a Brasília. O ministro José Abrão lembrou que não havia necessidade de invasão de qualquer prédio público para que as conversas fossem realizadas. O que for justo será atendido, disse, ressalvando que o atendimento das reivindicações está condicionado à desmobilização dos sem-terra.
Não há data para a saída do Exército da fazenda da família do presidente, que sofreu uma invasão há pouco mais de dois meses. Os militares estão lá desde a terça-feira, quando começaram as movimentações dos sem-terra. De acordo com assessores do Planalto, somente quando houver uma completa desmobilização do MST os militares deixarão a área. Mas avisam que estarão prontos para retornar à fazenda, imediatamente, caso haja alguma nova sinalização que possa ameaçar a segurança da área. O general Alberto Cardoso, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirma que não será mais surpreendido, como aconteceu da outra vez.


