Posto que o próximo é ano de eleições majoritárias, este é um tempo para se fazer avaliações e examinar perspectivas. Como política é um assunto que não se esgota, vamos a algumas ilações no Paraná, a começar pelas situações quase definidas, como por exemplo a candidatura de Alvaro Dias, que neste momento desfruta de uma posição invejável dentro de sua agremiação, o PSDB. Posição que ele consolidou desde que tomou de assalto o partido e impediu a entrada de Jaime Lerner que deixava o PDT para tentar uma proximidade maior com Fernando Henrique, candidato à reeleição como ele, Jaime. A alternativa para o já governador foi abrigar-se no PFL, partido programaticamente longe do seu PDT.
Ainda no PSDB desponta a figura do senador Osmar Dias, o preferido para uma composição oposicionista, inviável pelas circunstâncias nacionais. PSDB, PT e PMDB mais à esquerda, não irão juntos na disputa da Presidência. O PMDB, com o seu líder nativo, senador Roberto Requião, embora sinalize com candidatura própria, dificilmente seguirá por esse caminho pela simples razão de, com seu mandato em final, não poder arriscar amargar um período de quatro anos na planície em caso de derrota.
Rubens Bueno, alternativa do PPS, só será candidato na esteira de uma forte candidatura de Ciro Gomes, dependente do caminho a ser seguido por seu amigo Tasso Jereissati, governador do Ceará e presidenciável do PSDB.
O PT (veja quadro nesta página) deverá aproveitar o bom momento vivido no Paraná pela sigla, reforçado ainda pela quarta candidatura presidencial de Lula. Este, ninguém tem dúvida, sonha com mais esta oportunidade. Além de outras coligações à esquerda, poderá o PT costurar o apoio de Roberto Requião, numa composição que tentaria garantir para este a continuidade no Senado. Alvaro e os governistas devem estar sonhando com uma candidatura do deputado federal Padre Roque.
Como o PFL de Jaime Lerner certamente não ficará a reboque de nenhuma candidatura – a repetição do acordo branco de 98 inviabilizou-se com as críticas de Alvaro – de momento o preferido de 6 entre 10 pefelistas, especialmente os que estão no governo do Estado, é Rafael Greca. Cassio dificilmente aceitaria agora participar da disputa, mas também terá dificuldade de ir com Rafael.
Com um possível apoio, mesmo que velado, de Cassio, fica aberto espaço para uma candidatura da chamada ala jovem, convencidos que estão os seus articuladores do espírito mudancista que ainda toma conta do eleitorado paranaense. Beto Richa e outras alternativas dessa faixa etária observam a cena com olhos cúpidos.
É esperar para ver!

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