Por meio de uma disciplina obrigatória, uma universidade particular de Londrina mostra o caminho do voluntariado e da solidariedade para os seus estudantes. A atividade existe há nove anos e só em 2011, quase 300 jovens vão trabalhar em instituições beneficentes de várias cidades da região.

De maneira geral, o jovem brasileiro não é familiarizado com o serviço voluntário, ao contrário do que acontece em outros países da América do Norte e da Europa. É louvável que uma universidade coloque seus jovens em contato com esse tipo de trabalho, mesmo que de forma obrigatória e com horas contadas na grade curricular. Melhor seria que o voluntariado entrasse na vida das pessoas muito cedo, que as crianças começassem a tomar gosto pelo serviço e quando chegasse à fase adulta, vencesse facilmente a barreira do egoísmo, do egocentrismo e da desculpa da falta de tempo.

A proposta da universidade londrinense é um começo. Com essa atividade pedagógica, é possível ao estudante identificar se tem mais aptidão para trabalhar com crianças ou idosos, além de conhecer diferentes maneiras de ajudar a mudar a realidade dos mais necessitados. Melhor ainda quando há continuidade do tabalho depois do semestre concluído. Mais importante que a nota alta no currículo é a semente da solidariedade sendo plantada.

O voluntariado não faz bem apenas para as pessoas que recebem ajuda. Estudos divulgados por muitos profissionais de saúde mostram que essas ações ajudam na saúde física e mental. É um grande mecanismo antiestresse e antidepressão e considerado um fator transformador do mundo.

Como o nome diz, o voluntariado é um trabalho não remunerado e o ideal é que as pessoas interessadas em começar uma atividade procurem por entidades sérias e cadastradas pelos municípios. Há centenas delas com trabalhos muito diversificados, sendo que algumas oferecem até mesmo cursos gratuitos de formação do voluntário.

Mais escolas e universidades deveriam aderir ao exemplo da universidade londrinense de apresentar os adolescentes e jovens ao trabalho comunitário, que também é uma forma de educar.

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