Refiro-me à publicação de domingo (19-4) na coluna de Domingos Pellegrini. Merece ser lida com atenção e imparcialidade por todos que lutam pela paz e a convivência pacífica entre as pessoas que, mesmo vivendo num mesmo espaço, têm sua individualidade que é o direito de pensar diferente uns dos outros sem invadir o espaço alheio!! Como, penso eu por já ter vivido muito, não deve haver regime de governo que agrade integralmente a todos, é preciso que vivamos com respeito e harmonia!! O fanatismo pode levar a atitudes radicais que sempre descambam para a violência e a barbárie. Assim, a ditadura, seja ela militar, do proletariado ou capitalista, sempre será indesejável e criará mitos e heróis frios e falsos. Reproduzo parte do texto que traduz um pensamento lapidar do autor: "O amor à democracia aclara a mente, a paixão pela ideologia cega. A ideologia sempre quer ver pela gente, ou melhor, quer que a gente veja só o que ela quer. Como cada ideologia sempre tem um salvador da pátria como patrono, seus seguidores não veem seus defeitos ou os vêm como virtudes. E compensam toda essa cegueira com um futuro radiante, em nome de um Mundo Novo, um novo Homem, um Novo Brasil. Por isso ando sempre com meus óculos anti-ídolos, que são invisíveis, ninguém vê, mas com eles vejo com os dois olhos, o esquerdo e o direito". Ótima referência para quem sabe ler nas entrelinhas!!!

Edgar Baer (advogado) - Londrina

Nossa quarentena

Sem dúvida, vivemos um momento muito delicado. A Covid-19 escancarou a pereba social há muito tempo dilacerando o maior conjunto de pessoas do nosso país. Os pobres. Percebemos gritos de desespero nesta prolongada quarentena, muito além daqueles já desempregados anteriormente. Ouvimos lamentos por medo da perda de emprego, da impossibilidade de fazer biscates para comprar o alimento do dia seguinte, pela redução do salário tão perenemente achatado, pela perda de esperança de voltar a ter emprego, pelo medo de perder a casa por atraso das parcelas, medo de que os empréstimos para os pequenos sejam engolidos por privilegiados, medo de tantas notícias ruins que os leva a ter medo até de morrer. A quarentena, sem dúvida, é diferente no Brasil onde a pobreza impera. Faltam empregos, falta água potável, esgoto, transporte público, educação, equipamentos de saúde, salário capaz de garantir uma reserva ao trabalhador e falta vergonha, caráter, hombridade a grande parte dos políticos de todos os tempos.

Izaias Bitencourt Moraes (contador) - Londrina

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