Exames confirmam casos de aftosa no Paraguai
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quinta-feira, 31 de outubro de 2002
Agência Estado 
Brasília O Centro Pan-Americano de Combate à Febre Aftosa (Panaftosa), vinculado à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), confirmou ontem ao governo brasileiro a existência de febre aftosa no Paraguai. Exames laboratoriais feitos pelo Panaftosa confirmaram que existem dois animais contaminados pelo vírus na estância São Francisco, localizada no município de Corpus Christi, na província de Canindeyú, fronteira com o Mato Grosso do Sul.
As informações do Panaftosa foram repassadas ao ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes. A fronteira entre Brasil e Paraguai encontra-se fechada desde o dia 23 de setembro, quando o serviço estadual de sanidade animal do Mato Grosso do Sul denunciou a suspeita de aftosa no país vizinho. Pratini de Moraes disse que o governo irá reforçar a vigilância em toda a área de fronteira com o Paraguai, podendo solicitar o uso de tropas das Forças Armadas para a divisa com o Paraná, a exemplo do que já vem ocorrendo no Mato Grosso do Sul. O ministro disse que o Brasil e a Argentina estão dispostos a colaborar com o Paraguai, enviando técnicos e vacinas, para evitar a propagação da aftosa nos países do Cone Sul.
Como consequência do foco de aftosa, o Paraguai corre o risco de perder o título concedido pelo Escritório Internacional de Epizootias (OIE) com sede em Paris e que delibera sobre as questões de sanidade animal em nível mundial de livre da aftosa com vacinação em maio de 1997.


