Exame Nacional do Ensino Médio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de setembro de 2009
Mudanças ainda são motivo de muita incerteza 
Ficamos bastante confusos com a novidade. Nessa situação, é papel de cada estudante definir seus objetivos; à escola, cabe manter-nos informados para tomarmos as melhores decisões. É fato que existem muitos candidatos, mas poucas vagas nas universidades. O vestibular como método de seleção talvez tenha se tornado ineficaz em alguns pontos.
Ora, uma sociedade cada vez mais informacional não precisa de profissionais que saibam apenas decorar fórmulas e classificações. Ela necessita de profissionais aptos a analisar situações e resolver os inúmeros problemas enfrentados no dia a dia. Em um mundo onde se expande o acesso às informações, entendê-las e utilizá-las de modo crítico parece ser muito mais importante do que simplesmente decorá-las.
Nesse ponto, o novo Enem promete selecionar justamente os jovens com aptidão analítica e senso crítico aguçado. As provas também vão cobrar o uso correto de nossa língua. Na verdade, a dúvida que paira sobre as mudanças propostas ainda é grande. Mas, pelo menos, já sabemos de algo concreto: a promessa é que o novo método de seleção acabe com a decoreba e valorize a experiência analítica dos futuros profissionais da sociedade.
Para verificar se as mudanças terão sucesso ou não, é preciso ficar atento no que vai acontecer daqui para frente. Se o novo Enem funcionar onde foi implementado, o número de universidades a adotá-lo integralmente deve crescer. Caso contrário, mais reformas podem aparecer no sistema de educação brasileiro. Nesse contexto, o diálogo com a escola é sempre essencial.
O importante é aprimorar a educação e tornar o universo profissional mais justo e eficaz, levando em consideração qual é a atual condição social e tecnológica do país. Se esse for de fato o objetivo das mudanças, então, que elas sejam bem vindas.


