Eventos expandindo-se em Londrina
A 6ª Rodada de Negócios que o Londrina Convention & Visitors Bureau promoveu ontem, com a presença de uma centena de empresas filiadas, ressalta a importância da cidade como pólo de turismo de negócios. Pela informação divulgada durante esse acontecimento, a cidade promove ou acolhe cerca de 400 eventos por ano, portanto mais de um por dia, e cada participante gasta a média diária de R$ 250. Colocar demanda e oferta frente a frente, este o objetivo principal dessa Rodada, que é também a oportunidade de as empresas mostraram seus produtos e serviços. Destacam-se os segmentos hoteleiros, gastronômicos, de propaganda, comunicação, segurança, com vistas voltadas também para a integração regional e a atração para Londrina de eventos de relevância. Este o papel do Bureau, que visa servir de apoio estratégico e firmar parcerias, conforme salienta Maitê Uhllmann, diretora-executiva da instituição. Segundo o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina, Alzir Bocchi, os eventos de negócios são fortes propulsores da economia. Ele ressalta que a cidade vem se consolidando como hospedeira dessas realizações. Só o Congresso Sul-Brasileiro de Cardiologia, que começa amanhã, reunirá mil participantes. Se Londrina possui boa estrutura para captação de eventos, deve pensar em ampliá-la, por via do ambicionado Centro de Convenções, dotado de instalações mais amplas e adequadas, incluindo salas e equipamentos de apoio. É válida a idéia de uni-lo, numa só instalação, ao Centro Cultural (derivação do nome inicial de Teatro Municipal), porque os gêneros de funções são similares. Já existe um terreno para esse fim, que possibilita edificar algo monumental, porque a área é vasta e permite também amplo parque de estacionamento. E também porque as três salas já idealizadas no pré-projeto do Centro Cultural, assim como as demais instalações previstas, não terão, apenas com as atividades artístico-culturais, ocupação constante. Os dois segmentos precisam ser atendidos. O futuro não muito distante reclamará a necessidade de estruturas mais expandidas para os eventos. Se a implantação do Centro Cultural que é obra pública municipal já dispõe de estudos preliminares e do terreno para a construção, doado por empresários, devem fundir-se o ideal dos promotores culturais e o dos coordenadores da política de eventos, dessa forma associando interesses mútuos e, por extensão, atendendo a conveniências da cidade e da região circunvizinha.





