Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada, aponta que a taxa de analfabetismo entre as pessoas com 15 ou mais anos no País recou de 8,7% para 8,3% em 2013. O estudo revelou ainda um dado preocupante: 13 milhões de brasileiros ainda não sabem ler nem escrever. Outro fator que chama atenção é que 27,9 milhões são considerados "analfabetos funcionais", pois têm menos de 4 anos de estudo e enfrentam dificuldades para ler e escrever. Isso significa que 41 milhões dos 200 milhões de brasileiros apresentam dificuldades de compreensão de textos.
Daí a necessidade das autoridades educacionais do País, em todas as esferas, voltaram as atenções para a melhoria do ensino para evitar a evasão escolar. Somente a boa escolaridade possibilitará que, no futuro, o trabalhador consiga empregos com melhores salários. A melhoria salarial contribuirá, por conseguinte, com o avanço social.
Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostrava que, em 2012, um em cada quatro alunos que iniciava o ensino fundamental no Brasil abandonava a escola antes de completar a última série. Entre 100 países pesquisados, o Brasil apresentava a terceira maior taxa de abandono escolar
com 24,3%. Reportagem de hoje da FOLHA aponta outro desafio do País: evitar
que estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades ou superdotados abandonem os anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
No ano passado, foram registradas 320 mil matrículas de alunos com essas características nos anos iniciais do Ensino Fundamental em escolas regulares de todo o Brasil. Já nos anos finais, o número caiu para 184 mil registros. No Ensino Médio houve recua para 47 mil matrículas. No Paraná, foram 15 mil matrículas nos anos iniciais, 14 mil nos anos finais e apenas 3,8 mil no Ensino Médio.
As autoridades educacionais federais e estaduais garantem que há estrutura adequada e profissionais especializados para atender a educação inclusiva. Apesar de não haver pesquisa mais aprofundada sobre o assunto, percebe-se pelos números que algo grave está acontecendo nessa área. É preciso que o problema receba a merecida atenção para garantir a formação desses alunos até futura chegada à universidade.

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