Evaristo evita euforia. Oséas quer a seleção
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terça-feira, 05 de novembro de 1996
Júlio Tarnowski Jr. 
O treinador do Atlético Paranaense, Evaristo de Macedo, já experimentou o sabor de ser campeão nacional. Em 1988 dirigiu o Bahia, que chegou às finais do Brasileiro, despachando primeiro, nas semifinais, o Fluminense e em seguida o Internacional. Naquela época, Bobô e Charles comandaram o trio elétrico baiano e o time foi o primeiro clube do Nordeste campeão brasileiro.
Para o sempre comedido Evaristo de Macedo, não há como fazer comparações entre as duas campanhas. Passadas 18 rodadas, e faltando ainda cinco para encerrar esta fase do Brasileiro, o Atlético assumiu a terceira colocação e está a dois pontos do líder Palmeiras, 37 pontos ganhos. Mas estamos também a sete pontos do oitavo colocado. E faltam 15 pontos para serem disputados, pondera o treinador.
Em 1988, o Bahia pontuou em quase todas as rodadas. O time vinha já com uma estrutura do estadual e o elenco era praticamente o mesmo. Isso facilitou muito, diz Evaristo, lembrando que nesta temporada, Palmeiras e Cruzeiro vieram com equipes já preparadas durante os estaduais. As demais foram tentando se acertar durante o campeonato. O Corinthians vai estrear jogador ainda, observou.
O coletivo Para o treinador do Atlético, o principal segredo da campanha está no coletivo e união do grupo. Todos estão embuídos em levar o time do Atlético a se classificar. Não existe o individual, a estrela da equipe. Estamos atravessando um bom momento e os jogadores estão conscientes de suas responsabilidade.
Evaristo diz estar consciente que nada está decidido. Está chegando a hora difícil do campeonato, quando acontece o afunilamento de quem irá passar para as próximas fases. Não tem time perfeito. Temos nossos erros e tentamos corrigi-los, jogo após jogo. Felizmente estamos acertando mais do que errando.
Sobre as possíveis convocações dos atacantes Oséas e Paulo Rink para a Seleção Brasileira, que joga contra Camarões no próximo dia 13, em Curitiba, Evaristo (que já dirigiu a Seleção em 1985) não abre o jogo. Esse é um problema deles. Mas qual é o técnico que não gosta de ter bons jogadores sob seu comando numa seleção? É um reconhecimento pelo trabalho realizado, conclui.


